Algumas das árvores notáveis do concelho. Foto: Carlos Silva

Com o Regulamento de Classificação e Valorização do Arvoredo de Ferreira do Zêzere já em vigor, a Câmara avançou para o terreno no sentido de identificar e classificar os melhores exemplares. Em articulação com as juntas de freguesia e através de uma equipa multidisciplinar, que incluía a proteção civil e técnicos florestais, de ambiente e do turismo, além do fotógrafo Carlos Silva, foi feito o levantamento exaustivo das árvores mais antigas e mais imponentes do concelho, sendo a ideia preservar as espécies arbóreas e criar um roteiro visitável.

O vereador Hélio Antunes, que coordenou a equipa, revela que, da parte dos proprietários houve sempre abertura e recetividade à defesa e preservação das árvores.

Foram selecionadas quase 40 árvores, algumas das quais “extraordinárias”, na opinião do autarca. Como resultado final, foi produzido um dossiê com a caracterização pormenorizada de cada exemplar.

Durante o trabalho de campo, a equipa registou a perda de duas árvores que caíram devido às intempéries, um sobreiro em Paio Mendes e outra árvore em Areias. Para Hélio Antunes há uma lacuna a nível nacional, dado que não existe qualquer classificação de árvores a nível concelhio.

O município resolveu seguir o seu próprio caminho e, após contacto com ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, criou um regulamento específico para classificação de árvores. “Achamos que é necessário e importante preservar o património natural do concelho”, defende o autarca.

Depois do regulamento entrar em vigor, avançou-se para o identificação e classificação dos exemplares que implicou “uma minuciosa prospeção de terreno”. Entre os melhores exemplares foi feita uma seleção.

No final do processo, a ideia é a criação de um roteiro para que os turistas possam visitar todos os exemplares, estando prevista a identificação de cada uma. O documento segue agora para a Assembleia Municipal.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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