A Assembleia de Freguesia de Areias e Pias, união administrativa criada em 2013 por força da chamada “Lei Relvas”, aprovou no dia 2 de dezembro a proposta que visa a reposição da antiga freguesia de Pias, ou seja, a desagregação territorial destas duas freguesias do concelho de Ferreira do Zêzere.
Na sequência de um abaixo assinado dos moradores de Pias, a Assembleia de Freguesia realizou na sexta-feira uma sessão extraordinária tendo como ponto único a “Apreciação, Discussão e Votação de Proposta de Criação de Nova Freguesia”.
Dos nove eleitos que constituem a Assembleia de Freguesia de maioria social democrata, três faltaram sem avisar, pelo que não houve tempo para os substituir. Entre os seis que votaram, dois da bancada do PSD optaram pela abstenção. Ou seja, votaram a favor da desagregação apenas dois eleitos do PSD e dois do PS.
Para o presidente da Junta, Márcio Cabral (PPD/PSD), a decisão sobre este assunto é exclusivamente da Assembleia de Freguesia, pelo que o executivo não tem de tomar qualquer tipo de decisão.
Como o autarca referiu na reunião e confirmou numa entrevista ao mediotejo.net, “a disponibilidade da Junta é respeitar a decisão da Assembleia de Freguesia e futuramente da Assembleia Municipal e da Assembleia da República”.
Márcio Cabral recordou os protestos que em 2013 gerou a junção dos dois territórios. “Foi um processo imposto, não foi aceite de ânimo leve pela população. Muitas pessoas nunca aceitaram este processo imposto pela lei da altura. É sempre complicado gerir as identidades das populações quando há este tipo de agregações”, realça o autarca para justificar alguma rivalidade, cada vez mais esbatida, entre Areias e Pias.
Aprovada que está a desagregação na Assembleia de Freguesia, o processo segue para votação na Assembleia Municipal de Ferreira do Zêzere e depois para a Assembleia da República, onde uma comissão especializada analisa e pretensão e propõe uma decisão, com base nos pressupostos legais.

A lei que ditou não foi Relvas, foi a lei imposta pela troika, ditada pela desgoverno de Sócrates. A história não se apaga….