Ficamos ontem a saber que, ao longo dos últimos cinco anos, o abandono escolar recuou vertiginosamente para os 13,7%, segundo o INE. Esta é uma “baixa muito acentuada” da taxa de abandono escolar precoce, que era de 28,3% em 2010 e atingiu no ano passado 13,7%. Este é o verdadeiro caminho de recuperação do sistema educativo.
Com estes resultados, Portugal já percorreu quase todo o percurso necessário para atingir uma taxa de 10% em 2020, a meta fixada para Portugal no âmbito do programa comunitário Horizonte 2020.
Para aqueles que andaram, ao longo dos últimos quatro anos, a criticar de forma estridente as políticas de educação do anterior Governo, é altura para lembrar que medidas importantes como a implementação em concreto nas escolas das escolaridade obrigatória até aos 12 anos de escolaridade, a aposta muito enfática no ensino vocacional com o envolvimento de todos os agentes, nomeadamente com a comunidade escolar, com as autarquias locais, está de facto a produzir resultados.
O abandono escolar precoce é um dos principais problema no sector da educação e há muitos anos que não sofria uma redução tão drástica como a ocorrida agora. Curiosamente, quando muitos acusam o anterior governo de ter destruído o sector, estes resultados vem provar que o rumo e a estratégia estavam correctos.
Ainda esta semana assistimos ao desmontar de mais uma mentira do actual governo pois, ao contrário do afirmado pelo Ministro da Educação no Parlamento, afinal o Conselho de Directores de Escolas não deu parecer positivo às alterações feitas ao sistema de avaliação dos estudantes pelo novo Governo.
O acesso a uma educação de qualidade deve estar ao alcance de todos e garantir que isso aconteça deve ser um combate que una os vários agentes, políticos, directores de escolas, país e encarregados de educação. É esse o caminho de exigência que foi feito e que, infelizmente, a coligação de esquerda parece querer inverter.
