Frutos secos e desidratados, importados e nacionais, com destaque para o figo preto, estão até ao dia hoje, domingo, no centro histórico de Torres Novas, na 30.ª edição da Feira Nacional dos Frutos Secos.

Na praça 05 de Outubro, aos expositores intermediários, abastecidos maioritariamente localmente, sobretudo de figo seco, passas de uva, amêndoa e noz, juntam-se produtores locais, sendo objetivo da Câmara Municipal de Torres Novas aumentar o nível de participação de produtores locais, favorecendo os circuitos de proximidade.

A 30.ª Feira Nacional de Frutos Secos incorpora a 24.ª edição da Feira Internacional dos Frutos Secos e a 13.ª Feira do Figo Preto, “produto de identidade local com vários anos de tradição no concelho de Torres Novas”, afirma uma nota da autarquia.

O destaque ao figo preto, produzido exclusivamente no concelho, prossegue apesar de o processo de denominação de origem, submetido em 1993 à Direção Geral do Desenvolvimento Rural, não ter chegado à Assembleia da República, “alegadamente por a DGDR entender não haver manifesto interesse por parte dos produtores”, disse fonte do município à Lusa.

“O figo preto de Torres Novas é adquirido nesta região por intermediários de todo o país, em alguns casos a granel, sendo posteriormente preparado e embalado para ser distribuído, no comércio a retalho”, afirmou.

“O número de pomares tem reduzido bastante nas últimas décadas e, face à procura crescente de produtos distintos e autóctones, o seu preço tem vindo a aumentar. Esta variedade, outrora destinada 95% à produção de aguardente, viu esse destino desviado quase na totalidade para o consumo em natureza, já que o Imposto Especial de Consumo inviabiliza economicamente a comercialização da aguardente”, adiantou.

A ligação do concelho à produção e comercialização de frutos secos e passados explica a instalação na região de “algumas das principais empresas especializadas no comércio de frutos secos e desidratados”, disse.

A edição deste ano conta com um ‘showcooking’, pelo ‘chef’ António Alexandre, “demonstrando como os frutos secos podem ser incluídos numa cozinha criativa e endógena”.

Com fortes raízes na tradição e na cultura torrejanas, o certame “tem como objetivo principal dinamizar e dignificar o setor dos frutos secos e passados, a preservação dos saberes e sabores associados aos frutos secos, com principal destaque para a tradição, cultura e património” locais.

Além dos espaços dedicados aos frutos secos, o certame inclui áreas de artesanato, restauração e animação.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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