Os autarcas da Golegã estão muito satisfeitos pela forma como decorreu a Feira Nacional do Cavalo, de 4 a 13 de novembro. “O balanço é extremamente positivo, até porque excedeu todas as expectativas”, disse o presidente da Câmara, António Camilo.
Para o vice-presidente da Câmara, Diogo Rosa, “a Feira Nacional do Cavalo e a “Golegã, Capital do Cavalo”, estão vivas e com grandes perspetivas de futuro, após uma edição que foi marcada pela grande afluência de visitantes e pelo maior número de cavalos alguma vez inscritos e a participar na FNC”.
Também o presidente da Junta de Freguesia da Golegã, Carlos Santana, exalta o sucesso da feira e as palavras de elogio que ouviu.
Ao longo dos 10 dias, o evento recebeu a visita de vários membros do Governo, o Príncipe da Arábia Saudita e o Embaixador da Arábia Saudita em Portugal, “importante momento para a divulgação dos produtos portugueses no estrangeiro e para criação de sinergias com aquele país”, desta Diogo Rosa.
Este ano, a organização conseguiu oito novos patrocinadores e parceiros, que proporcionaram condições para oferecer aos participantes e visitantes uma melhor experiência, bem como para garantir a sustentabilidade financeira do evento.
A autarquia investiu na melhoria de aspetos como a segurança, limpeza e distribuição dos vendedores.
Inovação foi a criação de uma linha de merchandising oficial da feira que, segundo a organização, “foi um sucesso, com diversos artigos esgotados e inúmeras solicitações de venda online dos produtos”.
“Estaremos empenhados em garantir que a Feira Nacional do Cavalo continuará a crescer, mantendo a tradição e procurando responder às novas exigências da atualidade, com o objetivo de divulgar e promover o cavalo e os criadores portugueses em Portugal e no Estrangeiro, de elevar o nível das competições desportivas realizadas durante a FNC e de melhorar as condições de visitação”, conclui o vice-presidente.

Oito detidos durante a Feira Nacional do Cavalo
Num balanço dos 10 dias da Feira Nacional do Cavalo, a Guarda Nacional Republicana revela que deteve oito pessoas e levantou vários autos por incumprimento da lei.
A operação teve por objetivo “prevenir a atividade criminal, assegurar a segurança, tranquilidade e manutenção da ordem pública junto dos visitantes e habitantes da Vila de Golegã, garantir a segurança rodoviária e fluidez de trânsito, com a finalidade de proteger as pessoas e bens”, refere a GNR em comunicado.
A operação contou com a presença de dois elementos da Guardia Civil de Espanha, dois elementos da Gendarmerie Nationale de França e dois elementos de Arma dei Carabinieri de Itália, no âmbito da cooperação internacional com as forças congéneres.
Durante os 10 dias de operação, realizaram-se ainda várias ações de fiscalização conjuntas com o apoio da Autoridade Tributária, da Autoridade para as Condições do Trabalho, da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, da Segurança Social e da Unidade de Ação Fiscal da GNR.
Ao longo dos 10 dias estiveram envolvidos no total 1161 militares, 331 viaturas, 164 cavalos e 24 cães.
Registaram-se três detenções por crime de condução sob o efeito do álcool, dois detenções por crime de falta de habilitação legal para o exercício da condução, três detenções por crime de desobediência. Foram levantados 94 autos de contraordenação elaborados no âmbito do Código da Estrada, 23 no âmbito do Regulamento de Sinalização de Trânsito, 27 no âmbito de legislação complementar, três por consumo de produtos estupefacientes.
No âmbito de legislação policial, foram levantados 24 autos, dos quais se destacam três por detenção de animais sem garantir a segurança dos mesmos, dois por utilização irregular de “drone” e um por ruido de vizinhança.
Foram ainda fiscalizados 10 estabelecimentos de restauração e bebidas e 20 expositores de venda ambulante.
Esta operação contou com o apoio da Unidade de Intervenção, da Unidade Nacional de Trânsito, da Unidade de Serviço e Honras de Estado e da Unidade de Emergência Proteção e Socorro, das valências de âmbito territorial, trânsito, intervenção, ordem pública, informações e investigação criminal, inativação de explosivos, cinotécnica, forças a cavalo, patrulhas de Tourist Suport Patrol e Unmanned Aircraft Systems (UAS), vulga-se “drone”.
A GNR participou ainda no programa do espetáculo equestre com a atuação da Reprise e da Charanga a Cavalo.

