Feira nacional da doçaria tradicional regressa a Abrantes de 25 a 27 de outubro. Foto: CMA

A cidade de Abrantes prepara-se para receber a doçaria tradicional e conventual, licores, mel, doces e compotas de vários pontos de Portugal. A 22ª edição da Feira Nacional de Doçaria Tradicional, que regressa ao centro histórico no último fim de semana de outubro, promete três dias repletos de sabores e animação, com uma receita resultante da mostra de doçaria nacional, polvilhada de atividades culturais e desportivas.

Organizado pelo Município de Abrantes e pela TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, este certame, que envolve a comunidade e as entidades da região na sua dinamização, vai contar com oficinas de doçaria dinamizadas pelas escolas profissionais para “pais e filhos”.

O Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação irá ensinar as famílias a confecionar o bolo torrejano e o morgado do Bussaco à moda de Mação, pelas 11h00 de dia 26 de outubro. Já a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes irá mostrar e convidar os avós e os netos a fazerem os mulatos de Abrantes e a sobremesa de bolo de pêra com gelado de figos e nozes tostadas, com a qual a escola das Mouriscas ganhou o 2º lugar no Concurso Nacional Eco-Cozinheiros do ano passado.

A participação nestas iniciativas é gratuita, mas de inscrição obrigatória, e os participantes devem levar o seu avental e luvas para “porem as mãos na massa”.

Confirmado pela organização está mais um “Doces Tradições”, um espaço onde as coletividades de Abrantes mostram a doçaria característica das suas aldeias e lugares. Durante quatro horas, em cada dia da feira, as coletividades vão estar no certame com as suas filhoses, belhoses, coscorões, passas fritas, bolos lêvedos e amassados, arroz-doce, queijadinhas, mexuda, cavacas, argolas doces, entre outras iguarias tradicionais.

Nesta feira nacional não vão faltar os ícones da doçaria portuguesa, como as tortas de Guimarães, o pão-de-ló de Margaride, as queijadas de S. Gonçalo, os ovos-moles de Aveiro, as pedras parideiras de Arouca, o pão-de-ló de Ovar, os pastéis de Tentúgal, a ginjinha, as cornucópias de Alcobaça, as boleimas, o rebuçado de ovo, o fidalgo, o bolo rançoso e a sericaia do Alentejo, as queijadas da Graciosa e os bolos lêvedos dos Açores, a poncha, o bolo de mel e o vinho da Madeira, entre outros.

A par da palha de Abrantes, da tigelada, das broas de mel e noz e de outras iguarias da doçaria abrantina que estarão em destaque, de salientar que, todos os anos, os doceiros anfitriões têm brindado os visitantes com variações e inovações na doçaria local e este não vai ser exceção.

Para mais informações consulte os sites da organização em www.cm-abrantes.pt e www.tagus-ri.pt.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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