Marcelo visita Feira Nacional da Agricultura e destaca importância do setor. Foto; CNEMA

A Feira Nacional da Agricultura (FNA), que decorre de 08 a 16 de junho no CNEMA, em Santarém, tem este ano como tema a pecuária extensiva, uma atividade “sustentável” e “rentável”, “cada vez mais importante no setor agrícola português”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugurou a 60.ª edição da Feira Nacional da agricultura (FNA), em Santarém, onde, numa pequena visita, salientou a importância do evento para a “agricultura portuguesa” e para os agricultores.

[A feira] “representa muito por Portugal, pela agricultura portuguesa, pela riqueza natural portuguesa, pela nossa biodiversidade, pelas nossas raças autóctones, pelo labor pelos agricultores, por aquilo que é uma componente fundamental da riqueza do nosso país”, disse o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa vai voltar a visitar a feira na próxima quinta-feira, dia 13 de junho, juntamente com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, e a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho.

Na apresentação da edição deste ano da FNA, Luís Mira, administrador do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), que promove o certame, salientou que a pecuária extensiva “ocupa 64% da superfície agrícola útil em território nacional” e apresenta-se como uma “atividade rentável e sustentável” cada vez mais importante no mundo rural português.

“O objetivo da escolha deste tema é chamar a atenção dos cidadãos portugueses, dos políticos e do setor para a importância da pecuária extensiva (…). É uma atividade determinante para a sustentabilidade do país e para a preservação dos espaços rurais”, disse o também secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

Para Luís Mira, esta atividade permite “uma melhor gestão do território agrícola” e apresenta várias vantagens como a preservação das raças autóctones e o “incremento qualitativo dos produtos provenientes dos animais de pasto”.

“Esta atividade oferece novas soluções para melhorar o pastoreio, adaptadas às alterações climáticas e queremos transmitir essa mensagem: De que há novas formas de alterar significativamente a forma como se faz o pastoreio em Portugal”, disse.

A edição de 2024 foi pensada para celebrar os 70 anos da Feira do Ribatejo, o 60.º aniversário da Feira Nacional da Agricultura e os 30 anos de atividade do CNEMA.

Para o efeito, e com o objetivo de dar as “boas-vindas” aos visitantes, o grande átrio de acesso ao edifício vai exibir uma exposição retrospetiva sobre o percurso histórico deste evento, recorrendo a fotografias de época, cartazes das várias edições e um documentário que retrata a evolução da feira nos últimos 50 anos.

A FNA foi inaugurada no sábado, 8 de junho, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. No ano anterior, a organização optou por não convidar qualquer membro do Governo, numa manifestação de descontentamento face às políticas implementadas para o setor.

Contudo, Luís Mira expressa agora um sentimento de “esperança” com o novo executivo, na expectativa de que sejam criadas “condições para que a agricultura portuguesa possa crescer, exportar mais e tornar-se mais sustentável”.

Nos Claustros, um dos espaços mais emblemáticos do CNEMA, vão estar presentes Associações de Raças Autóctones e empresas ligadas à Pecuária que irão dinamizar iniciativas relacionadas com o setor.

Uma das grandes novidades na edição deste ano diz respeito à criação de um espaço exclusivamente dedicado aos mais novos, com o objetivo de ensinar às novas gerações a importância do setor agropecuário através de uma série de atividades educativas sobre a agricultura, a alimentação e o equilíbrio do meio ambiente.

Intitulando-se como um “evento cada vez mais amigo do ambiente”, o certame vai disponibilizar copos reutilizáveis, ecopontos para reciclagem, uma estação com painéis solares para carregamento de telefones e um serviço gratuito de autocarros elétricos que fará a ligação entre a cidade e o CNEMA.

Também ao nível do ambiente, a FNA, em parceria com a Repsol, contará com carros de serviço que serão abastecidos com combustíveis 100% renováveis, que possibilitará “uma redução significativa da pegada de carbono de até 90%.”

Na vertente das conferências e debates, Luís Mira destacou o ciclo alusivo à “Pecuária Extensiva de Sequeiro” a acontecer nos dias 11, 12 e 13 de junho, havendo ainda várias iniciativas sobre a evolução tecnológica e a digitalização da agricultura.

A Nave volta a acolher o “Prazer de provar”, uma iniciativa que tem como objetivo colocar à disposição dos visitantes uma “variedade ampla de produtos” como azeite, vinhos, queijos, enchidos, entre outros, com ações de cozinha ao vivo e provas de produtos, além do habitual espaço dedicado ao Programa “Portugal Sou Eu”.

A nave B vai ter um espaço dedicado às organizações do setor e à exposição de equipamentos e serviços para a agricultura e a nave C vai acolher uma exibição de artesanato.

Entre os espetáculos musicais, a organização destaca os concertos com Excesso (dia 08), Quatro e Meia (dia 09), Diogo Piçarra (dia 14) e Davis Antunes (dia 15).

O dia 14 de junho é dedicado ao Município de Santarém, com a câmara a oferecer bilhetes aos moradores do concelho e a realizar várias iniciativas ao longo do dia com várias atuações de grupos e bandas musicais, espetáculos de acordeão, danças com ranchos folclóricos, malabarismos, ginástica, entre outros.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

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