Dos vários eventos anuais que habitualmente se realizam em Gavião, a Câmara Municipal decidiu organizar este ano apenas a Feira Mostra de Artesanato, Gastronomia e Atividades Económicas, evento agendado para os dias 15, 16, e 17 de julho. As restantes festas organizadas pela autarquia, como a Feira Medieval de Belver, o Beat Fest na Comenda e as Jornadas do Feijão Frade de Margem não têm lugar este ano. Em causa “o acréscimo significativo dos custos que envolvem toda a logística para a realização de cada evento” e a “instabilidade e incerteza” da pandemia de covid-19. Estas foram as duas justificações avançadas pelo executivo de maioria PS na última reunião de executivo, realizada a dia 6 de abril. A oposição defendeu a organização dos quatro eventos.
A Câmara Municipal de Gavião decidiu organizar, este ano, apenas a Mostra de Artesanato, Gastronomia e Atividades Económicas do concelho de Gavião, a realizar nos dias 15, 16, e 17 de julho 2022. O executivo de maioria PS justifica a decisão com “o acréscimo significativo dos custos que envolvem toda a logística para a realização de cada evento” e a “instabilidade e incerteza” da pandemia de covid-19. Porém, compromete-se em realizar iniciativas culturais, em todas as freguesias, “de modo a desenvolver e a promover o melhor do território”.
A decisão foi apresentada na última reunião de Câmara municipal. O vice-presidente, António Severino, explicou à vereação que o executivo, “face ao orçamento e face ao volume de investimentos que temos neste momento, não têm capacidade para realizar os quatro eventos”, ou seja, além da Mostra de Artesanato, Gastronomia e Atividades Económicas, a Feira Medieval de Belver, o Beat Fest da Comenda e as Jornadas do Feijão em Margem.
A decisão está diretamente relacionada com os investimentos necessários à sua realização, custos que, desde 2019 – depois de dois anos de interregno devido à covid-19 – “aumentaram 40%”. Isto é, o executivo contava gastar nos quatro eventos 270 mil euros mas, feitas as contas, pagando artistas e estruturas necessárias, o orçamento municipal seria de 400 mil euros.
Além disso, os artistas pedem um pagamento inicial na ordem dos 50% do valor total do contrato, sem direito a devolução, caso o evento não se realize, indica António Severino. Acrescentou que a realização dos eventos poderia colocar em causa “alguns investimentos prioritários” para o concelho, optando, portanto, por fórmula “prudente e cautelosa”.
Mas a oposição manifestou entendimento diferente. Quer o vereador Vitor Filipe, eleito pelo PSD, que o vereador Rui Vieira, eleito pela CDU, consideraram que a Câmara deveria organizar os quatro eventos, como fez até 2019, ainda que estes não tivessem a dimensão habitual.
Vitor Filipe afirmou mesmo que “neste momento já não se pode falar em incerteza por causa da covid-19” lembrando o interregno de dois anos devido à pandemia. “Dois anos sem festas, agora deveríamos ter condições mínimas para se realizar os quatro eventos”, opinou referindo que “as obras” não interferem na decisão porque exigem planificação.
Rui Vieira concorda com o vereador social democrata mas sugeriu um novo modelo para os eventos, designadamente reduzindo o número de dias das festas.
O executivo PS lamentou a decisão e garantiu continuar “com o mesmo espírito de dedicação, sendo a nossa intenção, assim que a instabilidade terminar, retomar a agenda dos grandes eventos anuais, desde sempre, realizados” até porque, declarou António Severino, “sabemos o quanto estes eventos são importantes para o concelho e o que representam para as freguesias”.
O programa da Feira Mostra de Artesanato, Gastronomia e Atividades Económicas de Gavião será divulgado oportunamente.
