Feira Medieval recria passado histórico da aldeia de Asseiceira. Foto arquivo: Zé Paulo Marques

A aldeia de Asseiceira, no concelho de Tomar, voltou a recuar no tempo com o ‘Ceyceyra Medieval’, uma recriação histórica sobre o passado de Asseiceira, antiga sede de concelho, hoje sede de freguesia, com o mote ‘Quando uma aldeia recua sete séculos para resgatar o futuro’.

Com organização do Rancho Folclórico As Lavadeiras e da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Asseiceira, a sétima edição do Ceyceyra Medieval, que decorreu no sábado e domingo, assentou na reconstituição histórica dos tempos em que o espaço era “ponto de passagem cobiçado pelos vizinhos e sujeito a querelas”, e na “confirmação de juízes pelo rei D. Dinis, em 1294, que abrange também a vizinha Atalaya, na sequência das queixas das populações locais”, uma das várias ações do monarca que iria “fortalecer a autonomia dos dois lugares”.

O tema deste ano, “mantendo o hábito de que cada edição venha na sequência cronológica da anterior, foi ‘Quando uma aldeia recua sete séculos para resgatar o futuro’, com as representações a incidirem, no sábado, sobre “Querelas e abusos motivam necessidade de juízes” e, no domingo, “O rei D. Dinis confirma juízes para Ceyceyra”, tendo Ana Figueiredo, da organização, destacado a importância do evento.

Ana Figueiredo, organização do Ceyceyra Medieval. Foto: Zé Paulo Marques

ÁUDIO | ANA FIGUEIREDO, ORGANIZAÇÃO CEYCEYRA MEDIEVAL:

A recriação histórica permitiu aos visitantes encontrarem a “reconstituição de um burgo medieval, fervilhante de vida”, com um extenso programa de animação que incluiu música, dança, arruadas, tabernas, tendas com mercadores, animação de rua e recriações de momentos históricos, onde não faltaram as figuras da época, entre as quais os cavaleiros templários, que também chegaram a ter soberania sobre o lugar.

A Ceyceyra Medieval contou com organização do Rancho Folclórico As Lavadeiras e da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Asseiceira, com o apoio da Junta de Freguesia local e do município de Tomar.

Fotogaleria/Zé Paulo Marques:

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Natural e residente na freguesia de Sabacheira, Tomar, militar na reforma, amante da arte da fotografia, gosta de retratar atividades culturais e desportivas para fazer a sua divulgação, colaborando com vários meios na imprensa local. É um amante inveterado dos animais, da natureza, do silêncio e da leitura.

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