Feira de Santa Iria começa dia 14 de outubro em Tomar. Foto: DR Foto: DR

A tradicional Feira de São Matias regressa a Abrantes de 23 de fevereiro a 13 de março, após um interregno pandémico, para animar o espaço do Aquapolis, nas margens ribeirinhas do Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo. Carrosséis e outros divertimentos, espaços com jogos eletrónicos, barracas de quinquilharia, exposição e venda de viaturas e de alfaias agrícolas, bares, rulotes de farturas, pipocas e algodão doce são algumas das atrações do secular certame.

A Feira de São Matias, que remonta ao século XIII, é uma organização da Câmara de Abrantes, sendo considerada um dos ex-líbris culturais do concelho e motivo de atração e desenvolvimento local. A inauguração está agendada para as 18h00 do dia 23 de fevereiro.

Em meados de janeiro a realização da feira ainda era uma incógnita tendo em conta a pandemia de covid-19, mas a decisão, após auscultar a entidades de saúde pública, foi pela realização do secular certame ainda que com algumas regras, designadamente a apresentação do certificado de vacinação contra a covid-19 e testagem ao vírus SARS-CoV-2 nas zonas de entrada da Feira explicou esta terça-feira o presidente da Câmara, em reunião de executivo.

À margem da reunião, Manuel Jorge Valamatos disse ao mediotejo.net, a propósito das dúvidas tendo em conta a pandemia, que “na verdade fomos compreendendo e das reuniões que fomos estabelecendo que neste momento existem condições” para a sua realização, “de acordo com um conjunto de regras que temos de implementar no terreno”. A decisão conta com a aprovação da Direção Geral da Saúde. 

Manuel Jorge Valamatos deu ainda conta durante a reunião de executivo da realização de algumas infraestruturas, nomeadamente elétricas, para que os feirantes não tenham, este ano, de recorrer a geradores para obter eletricidade.

“Fizemos as infraestruturas que tínhamos de fazer para responder com o máximo de qualidade aos operadores que se vão ali instalar e obviamente tentar criar a maior dinâmica possível” para 2022. Um ano que considerou “atípico” em que o executivo “não teve muito tempo para preparar novos incentivos e novas dinâmicas mas vamos trazer algumas coisas de novo para a Feira”, assegurou o autarca.

O presidente espera que a partir deste momento “todos voltemos aos registos normais e possamos a pouco e pouco ir acrescentando valor à Feira de São Matias com novos operadores e novas dinâmicas”, acrescentou.

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA, MANUEL JORGE VALAMATOS:

Em 2020, a última edição do certame antes da pandemia, Feira de São Matias arrancou com muita animação e muitas crianças, todas elas brindadas com um saco de pipocas. Foto: CMA

Há dois anos, a Câmara Municipal de Abrantes decidiu manter a Feira em definitivo em Rossio ao Sul do Tejo, “após auscultação dos feirantes e dos abrantinos”, deu conta naquela época o autarca.

O Vale da Fontinha, para onde estava prevista a transição do certame, manteve o seu objetivo inicial de funcionar como bolsa de estacionamento com mais de 300 lugares e parque de feiras e eventos. Tendo passado a receber a Feira Retalhista, vulgo Mercado Semanal, e a Feira Grossista todas as segundas-feiras do mês.

A Feira de São Matias apresenta uma oferta de carrocéis e outros divertimentos, espaços com jogos eletrónicos, barracas de quinquilharia, exposição e venda de viaturas e de alfaias agrícolas, bares, roulottes de farturas, pipocas e algodão doce.

O certame apresenta-se como um marco sociocultural na vida dos abrantinos e dos visitantes que, vindos dos concelhos vizinhos, ali se deslocam durante o período de realização da Feira.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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