Procissão da festa do Tamazim. Foto arquivo: mediotejo.net

A Festa de Tamazim é um dos acontecimentos mais singulares da região, cuja memória histórica remonta a relatos antigos, incluindo a célebre “Emboscada do Semideiro” em 1384 descrita por Fernão Lopes. Conhecida também pelas suas profundas raízes ligadas à devoção a Nossa Senhora da Luz (e historicamente associada à curiosa “Festa da Lagartixa”), a romaria destaca-se por unir comunidades vizinhas.

Como dita a tradição, o evento volta a cruzar fronteiras concelhias, recebendo a habitual peregrinação que parte de Bemposta (no concelho de Abrantes) em direção ao icónico lugar de Tamazim.

As festividades arrancaram este sábado, dia 23, logo de manhã cedo: 08h30: Partida da caminhada de Bemposta rumo a Tamazim. 10h00: Início da Procissão de Nossa Senhora da Luz, saindo da Igreja do Semideiro em direção a Tamazim, onde se realiza a solene celebração eucarística. 12h30: Almoço convívio em Tamazim, animado pelas notas das Concertinas de Dornes. 15h30: Regresso da procissão à Igreja do Semideiro.

A partir das 19h00, o foco vira-se para o recinto das festas com a abertura do restaurante. A noite promete ser longa e eclética, contando com o regresso das Concertinas de Dornes (19h30), a atuação do grupo Bezourinhos (21h30) e, a fechar o primeiro dia, a prestação do DJ African Groove a partir da meia-noite.

O segundo dia de festejos, 24 de maio, assume um caráter mais recreativo e é marcado pelo ritmo dos motores. Pelas 08h30, arranca o V Passeio de Motorizadas do Semideiro, uma iniciativa que tem ganho cada vez mais adeptos nas últimas edições.

O encerramento oficial das festas está previsto para a tarde de domingo, logo após o almoço convívio agendado para as 13h30.

Organizada pela Comissão de Festas de Tamazim, a festividade conta com os apoios da Junta de Freguesia de Ulme, do Município da Chamusca, do Município de Abrantes e da Junta de Freguesia de Bemposta.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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