Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido pelo bispo de Leiria Fátima, D.António Marto Foto: mediotejo.net

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, encerrou esta sexta-feira, 13 de outubro, as celebrações do centenário das aparições de Fátima. Afirmando fazê-lo como “Presidente da República”, referiu que comparecia “em nome de Portugal, de todo o Portugal e de todos os portugueses, dos crentes e não crentes, católicos, cristãos, não cristãos, de todos eles (…) cumprindo uma missão nacional”.

Coube a Marcelo Rebelo de Sousa e ao bispo de Leiria-Fátima, D.António Marto, intervir na sessão solene que encerrou neste 13 de outubro o centenário das aparições de Fátima, momento que marca o milagre do sol e última aparição de Nossa Senhora aos três videntes de Aljustrel: os santos Jacinta e Francisco Marto e Lúcia dos Santos.

D.António Marto referiu que a incontável multidão de peregrinos que ao longo deste ano acorreu à Cova de Iria é “grata expressão de que o Santuário continua a ser lugar congregador das sedes e esperanças da humanidade”. Fátima é, segundo o bispo, um espaço de acolhimento incondicional de todos os homens e um oásis espiritual “onde as pessoas encontram a frescura capaz de regenerar a alma e a fé”.

Ao longo de um século, acrescentou, “Fátima confirma que a história definitiva, essa que tem horizontes largos e não se prende com nada de menor, se reza com a simplicidade dos humildes que estão dispostos a oferecer-se para bem dos demais”.

“A conclusão deste ano de centenário abre-se, por isso, sobre um horizonte que continuará a encontrar em Fátima lugar de esperança e sinal de afirmação da presença de Deus próximo da história dos homens e dos homens da história. Porque, como nos lembrou em maio passado o Papa Francisco, «no crer e sentir de muitos peregrinos, senão mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar na Terra”, declarou.

Começando por declarar que estava ali como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que “é em nome de Portugal, de todo o Portugal e de todos os portugueses, dos crentes e não crentes, católicos, cristãos, não cristãos, de todos eles, que aqui está o Presidente da República, cumprindo uma missão nacional”.

Salientando um centenário “devidamente celebrado”, o Presidente referiu que a data “assinala a presença de Fátima na história contemporânea de Portugal, ou mais genericamente na História de Portugal, pelo encontro ao longo de 100 anos de milhões de portuguesas e de portugueses, que aqui vêm agradecer pelas suas alegrias, chorar as suas dores, formular os seus pedidos, testemunhar a sua fraternidade”. “Mas também, porque Fátima é projeção de Portugal no mundo e do mundo em Portugal”, constatou.

Lembrando a passagem de vários Papas por Fátima, o Presidente terminou a intervenção fazendo votos de que a mensagem de Fátima – que disse ser a mensagem da paz, da fraternidade, da humanidade e do amor em todas as suas dimensões – possa inspirar todos. “Possa inspirar a sociedade portuguesa, possa inspirar a humanidade no presente e no futuro”, declarou.

Cerca de 400 convidados do Santuário de Fátima assistiram ao espetáculo do Coro e da Orquestra da Gulbenkian, com transmissão para o exterior da Basílica do Rosário, permitindo aos peregrinos acompanhar o concerto – com cerca de uma hora e meia de duração – no recinto de oração.

c/LUSA

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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