Graça Marques é de Fátima e lançou recentemente um livro de fotografia sobre os 100 anos das aparições. Foto: D.R.

A hoteleira de Fátima e fotógrafa amadora Graça Marques teve um momento inesperado neste 13 de outubro. A acompanhar as celebrações do encerramento do centenário das aparições, pediu à equipa de segurança se podia entregar o seu livro “100 anos de Fátima” ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O momento foi autorizado, tendo decorrido ainda dentro da Basílica do Rosário, minutos antes da partida do Presidente para Pedrógão Grande.

Já de saída do concerto da Orquestra da Gulbenkian que encerrou as celebrações, Marcelo Rebelo de Sousa parou por alguns instantes para cumprimentar Graça Marques e receber da suas mãos a obra de fotografia que a autora lançou recentemente no Museu da Consolata. Ainda exaltada com a oportunidade, a hoteleira comentou ao mediotejo.net pouco depois que a ideia lhe surgira nesse dia e que fora em busca da oportunidade. “Foi hoje à tarde que de repente me surgiu a ideia de entregar o livro, mas nem estava a fazer conta, nem sei como consegui entregá-lo ao Presidente”, desabafou.

Graça Marques. Foto: D.R.

Momentos antes da saída do Presidente a equipa de segurança pediu-lhe que entrasse dentro do hall de entrada da sacristia, por onde Marcelo Rebelo de Sousa iria sair. Graça Marques entregou a obra na presença do bispo de Leiria Fátima, D.António Marto, e do Reitor do Santuário, Padre Carlos Cabecinhas.

O encontro “correu muito bem”, tendo ficado a promessa do Presidente de que iria ver a obra. “Eu disse-lhe que eu era uma fotografa amadora”, explicou Graça Marques, natural de Fátima e com um negócio a poucos metros do Santuário. “Foi uma sensação sem explicação, nunca estava a fazer conta”, reiterou, salientando que o Presidente foi “muito simpático”. “Disseram-me que ele me ia dar dois beijinhos e deu”.

“Nos meus tempos livros gosto de tirar fotografias, é a minha paixão”, referiu ao mediotejo.net. Depois de “100 anos de Fátima”, Graça Marques tem já ideias para começar um novo projeto.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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