Alexandra Marto Pereira na Edição da Manhã de 7 de março de 2017. Imagem: SIC Notícias

O vice-presidente da ACISO – Associação Empresarial Ourém Fátima, Alexandre Marto Pereira, esteve na Edição da Manhã da SIC Notícias na terça-feira, 7 de março, a falar sobre o V Workshop Internacional de Turismo Religioso, que se realiza dias 9 e 10 de março. A especulação em torno dos preços cobrados pela hotelaria para o 12/13 de maio surgiu na entrevista, com o responsável a argumentar que restam apenas duas entidades a cobrar valores excessivos e que a maioria dos quartos já foi vendida há muito tempo a preços normais.

“Fátima habitualmente está completa num 13 de maio. Todos os anos. E essas datas habitualmente são vendidas com um ano ou mais de antecedência. Neste momento está a ser vendido pelos operadores o maio de 2018”, começou por explicar António Marto Pereira. “Os preços que são fixados nascem habitualmente das negociações entre hoteleiros e operadores”, esclareceu.

Ainda há duas unidades hoteleiras a oferecer quartos para este 13 de maio, admitiu, a preços bastante elevados, mas essa é uma “oferta marginal”. “Fátima tem mais de 70 estabelecimentos de alojamento. Dos 70 sobram dois hotéis. Isso significa que todos os outros não estão a vender, porque venderam há muito tempo a preços banais, normais”, salientou.

O responsável frisou que esta especulação não é ilegal nem se pode falar nela como um “circuito paralelo”, mas admitiu que tem uma “leitura moral que é mais forte exatamente por ser Fátima. Se o destino fosse o Algarve ou Lisboa a leitura não seria a mesma”. Mas, sublinhou, “é uma oferta absolutamente marginal”, uma vez que todos os outros hotéis já fecharam as vendas há muito tempo.

A entrevista passou ainda pelas questões de segurança na visita do Papa Francisco, com Alexandre Marto Pereira a referir que se espera 1 milhão de pessoas no centenário das aparições e que o dispositivo que vai estar na cidade está a ser preparado há já bastante tempo.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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