A secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, considerou hoje Fátima como “uma porta de entrada” para os turistas conhecerem o país, apontado a cidade como exemplo a seguir.
Na inauguração do Posto de Turismo de Fátima, que custou cerca de 150 mil euros, comparticipados em 85 por cento por fundos comunitários, Ana Mendes Godinho realçou o simbolismo do espaço:
“Esta é uma montra para mostrar o que é o resto do país. A partir daqui, Fátima é uma porta de entrada para os turistas conhecerem Portugal”.
A secretária de Estado lembra que Fátima é, “por si só, o que mobiliza para conhecer Portugal”. Em 2015 passaram pela cidade 6,7 milhões dos 17 milhões de turistas que visitaram o país.
“O grande desafio, além de continuar a crescer no valor que cá deixam [os turistas] e no aumento do tempo de estadia quando cá vêm, é garantir que as pessoas fiquem viciadas e fidelizadas a Portugal”, sublinhou Ana Mendes Godinho.
A governante lembrou em Fátima “o inegável peso que o turismo tem na atividade económica portuguesa”, frisando que significa 15,3 por cento das exportações nacionais e 8,2 por cento do emprego da população portuguesa.
“Temos ainda muito por crescer e por avançar. Fátima tem sido um bom exemplo no sentido daquilo que cada vez mais temos de fazer: acrescentar valor à nossa oferta, através da diversificação de produtos e da criação de novos atrativos que mobilizem as pessoas a conhecer outras zonas que não as tradicionais que já conhecem”, acrescentou.
A responsável do turismo considera que “os turistas não caem do céu” e que, por isso, “se tem de trabalhar para os ir buscar”, para que “conheçam Portugal e cada vez mais venham fora das épocas altas de cada região”.
Para esse objetivo, é necessário “criar motivações permanentes para que as pessoas venham ao longo de todo o ano”, criando “fatores de atração para que as pessoas nos visitem e fiquem viciadas em vir cá”.
O presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, deseja que o Posto de Turismo de Fátima seja também “o posto de turismo da sub-região do Médio Tejo, uma porta da região centro de Portugal e também um posto de turismo da marca Portugal”.
“O fluxo acima dos seis milhões de visitantes em Fátima, na região centro e em Portugal, mostra bem a dimensão que este posto de turismo vai representar”, sublinha.
Papa Francisco em Portugal para afirmação do país como destino turístico religioso
A visita do papa Francisco a Fátima, em 2017, no centenário das Aparições, é encarada pelo Governo como estratégica para afirmar Portugal enquanto “destino turístico religioso obrigatório”, disse hoje a secretária de Estado do Turismo.
Em Fátima, na inauguração do novo Posto de Turismo, Ana Mendes Godinho considerou a visita do papa como “um grande momento de afirmação do turismo religioso em Portugal”.
“Temos de aproveitar 2017, o centenário das Aparições e a presença do santo padre em Fátima para que Portugal se assuma como destino turístico religioso obrigatório”, afirmou.
A secretária de Estado revelou que o Governo está “a trabalhar em conjunto com o cardeal patriarca [Manuel Clemente] nesse sentido”, existindo uma estratégia em rede, “entre entidades públicas e privadas, para esse objetivo comum”, de Portugal ser “um destino turístico religioso”.
O responsável pelo Turismo do Centro, Pedro Machado, lembrou que “só em 2013 o turismo religioso alcançou a designação de produto estratégico”, pelo que atualmente “se está a dar os primeiros passos de um caminho”.
O turismo religioso é encarado como “um dos que tem maior capacidade de crescimento nos próximos anos”, a par “do turismo de natureza e turismo náutico”.
“O Posto de Turismo de Fátima reforça a ambição que temos para o turismo religioso, em primeiro lugar ao turismo associado ao culto mariano, que tem impacto no mercado interno, mas particularmente relevante para o mercado internacional. A vinda do santo padre será um momento alto dessa afirmação”, assume Pedro Machado.
“Estamos fortemente empenhados em reforçar muito o turismo religioso”, até pela existência de outros fatores de atração, além de Fátima.
“Não podemos esquecer o que o turismo judaico representa para a região centro e para Portugal, nem a dimensão dos caminhos portugueses de Santiago. São uma aposta diferenciadora da região centro e da marca Portugal”, concluiu o responsável do Turismo do Centro.
