A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) informou em comunicado divulgado no sábado, 11 de março, que foram suspensos “seis operadores económicos por falta de requisitos das cozinhas, copas e zonas de fabrico dos estabelecimentos de restauração e bebidas” na zona de Fátima, Ourém, no âmbito da Operação Centenário. Esta quarta-feira, 15 de março, a ACISO – Associação Empresarial Ourém Fátima veio lamentar o sucedido, alertando porém que são casos esporádicos no amplo contexto empresarial de Fátima.
A Operação Centenário da ASAE, informa a instituição, teve início em dezembro, tendo a primeira fase encerrado em fevereiro. O objetivo passa por verificar o cumprimento dos “requisitos obrigatórios dos estabelecimentos de restauração e bebidas, empreendimentos turísticos e alojamento local” em Fátima, na envolvente e nos caminhos percorridos pelos peregrinos.No total foram fiscalizados 200 operadores económicos e instaurados 44 processos de contraordenação, suspendendo-se a atividade de seis restaurantes.
Face a esta notícia, divulgada a nível nacional, a ACISO manifestou “o seu apoio relativamente a todas as iniciativas que visem a legalidade e a qualidade dos serviços prestados no concelho, tendo em vista a defesa dos interesses maiores dos consumidores”.
Fátima, reflete, está há muito habituada a receber multidões, mas 2017 trará um mediatismo internacional. “Motivos que fazem com que o escrutínio sobre as empresas seja mais intensivo e regular. Ainda assim, a ACISO está convicta de que a cidade apresenta capacidade hoteleira e de restauração bem preparada para este ano exigente”, salienta.
“A ACISO chama, porém, a atenção para o facto de o encerramento destes seis estabelecimentos ser uma gota de água num contexto maior do total de empresas, não só de Fátima, mas de todo o concelho de Ourém, que diariamente trabalham para assegurar a qualidade dos serviços prestados”, continua.
A este respeito, o presidente da ACISO, Domingos Neves, deixa o o aviso de que “tudo faremos para sensibilizar os nossos associados para a necessidade de manter em alta e, se possível aumentar, os padrões de qualidade dos seus serviços”.
