A junta de freguesia de Fátima já foi ouvida no Ministério da Educação, no seguimento de um ofício enviado àquela entidade, sobre o corte de turmas de 7º e 10º anos nos colégios com contrato de associação de Fátima. A autarquia não obteve grandes respostas, tendo alertado que já há alunos que vivem a poucos quilómetros dos colégios (instituições situam-se no limite geográfico com o concelho e distrito de Leiria) a serem encaminhados para a Marinha Grande, a cerca de 35 quilómetros, por não terem vaga também em Leiria.

O comunicado de imprensa da junta de Fátima refere que “no seguimento da missiva enviada ao Ministério da Educação, aos Grupos Parlamentares com assento na Assembleia de República e ao Presidente da República, o Presidente e o Secretário da Junta de Freguesia tiveram uma audição com o Chefe de Gabinete da Senhora Secretária de Estado Adjunta da Educação sobre a questão dos contratos de associação”.

“O Executivo da Junta aproveitou para expor a sua indignação em relação ao corte violento de turmas autorizadas em Fátima para o 7º e 10º anos. Embora o Ministério tenha reiterado que as seis turmas de 7º ano e as cinco de 10º ano são suficientes para os residentes ou filhos de trabalhadores em Fátima não residentes nesta Freguesia, esta Junta sabe que tal não corresponde à verdade”, frisa o mesmo texto.

“Mais grave ainda, neste momento há alunos que morando a centenas de metros, 1 ou 2 km das escolas de Fátima estão a ser encaminhados para a Marinha Grande por não haver vaga em Leiria. Há ainda casos de processos de alunos que estão a ser devolvidos às escolas de Fátima por serem recusados por falta de vaga, onde o Ministério da Educação os pretende colocar”, alerta a autarquia.

“Tudo isto e muito mais foi debatido, tendo sido solicitada autorização para a abertura de mais turmas em Fátima nos 7º e 10º anos”, termina.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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