Bênção dos Capacetes reuniu cerca de 80 mil motards em Fátima. Foto: mediotejo.net

Após uma primeira edição em 2014 em que se reuniram em Fátima cerca de mil motards, a Bênção dos Capacetes no Santuário de Fátima, organizada por um conjunto de clubes motard, conseguiu atingir este ano os 80 mil amantes das duas rodas. O objetivo da organização passava por atingir os 100 mil. O certo é que cerca de metade do recinto do Santuário de Fátima ergueu este domingo, 24 de setembro, o capacete, após uma oração lida pelo ator Ruy de Carvalho.

A bênção tem decorrido sempre nos parques do Santuário de Fátima, mas este ano os motociclistas foram convidados a deixar as motas e a reunirem-se no recinto principal apenas com os capacetes. Para o porta-voz da organização, Carlos Pereira, esta diferença não trouxe prejuízo à Bênção dos Capacetes. “Os capacetes são suficientes. As motas variam, numa semana, duas, os capacetes não variam, mantêm-se. E esses é que precisam da bênção de Nossa Senhora de Fátima”, frisou.

“Consegue-se provar através desta moldura humana que as pessoas acreditam” e vêm ao Santuário “pedir a proteção de Nossa Senhora”. O objetivo de presenças era de 100 mil motociclistas, mas a única certeza aquando a entrevista é que se superara largamente os 60 mil de 2016. “Ficava muito orgulhoso se esse número (100 mil) fosse o número de 2017”, comentou Carlos Pereira.  Entretanto a organização informa que, segundo números do Santuário de Fátima, “estiveram presentes cerca de 80.000 Peregrinos Motociclistas”.

A organizou convidou também os motards a entregarem bens não perecíveis, destinados à Associação de Pais e Amigos das Crianças Deficientes do Arquipélago dos Açores (APACDAA). Quando o mediotejo.net passou pelo camião estacionado no parque 12 este já contemplava várias dezenas de caixotes com bens alimentares e brinquedos para a associação, mas não existia uma contabilização final de tudo quanto fora recolhido.

A Bênção dos Capacetes de 2017 contou este ano com mais de uma dezena de clubes motard na sua organização.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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