Com 27% da população ainda sem médico de família atribuído, o Entroncamento voltou a exigir respostas estruturais para o problema, após uma reunião com a Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo, que confirmou o reforço do serviço com mais um profissional, ainda que em regime parcial.
A Câmara Municipal do Entroncamento reuniu-se com a Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo para analisar a situação que continua a afetar milhares de habitantes, deixando cerca de 27% da população sem médico de família. A autarquia considera o cenário “profundamente preocupante” e alerta para a urgência de medidas sustentadas que permitam dar uma resposta eficaz às necessidades dos utentes.
Durante o encontro foi confirmado que o concelho passará a contar com mais um médico a prestar apoio clínico, embora não em regime de tempo completo — um reforço valorizado por ambas as entidades, mas que continua a ficar aquém das necessidades locais.
A autarquia defende que, apesar deste avanço, é essencial garantir condições que permitam aumentar a capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários.
Entre as estratégias discutidas estiveram a criação de novos modelos de atração e fixação de profissionais de saúde no Entroncamento e na região do Médio Tejo, a revisão do papel dos equipamentos municipais no apoio à prestação de cuidados e o acompanhamento de processos como a descentralização de competências.
Para garantir um controlo próximo da evolução da situação, ficou definida uma articulação permanente entre o município e a ULS, com reuniões regulares e monitorização de indicadores como o número de utentes sem médico de família, necessidades emergentes e capacidade instalada.
O presidente da Câmara, Nelson Cunha, reforçou que o compromisso do município “se mantém firme” e sublinhou que o trabalho conjunto com a ULS será contínuo, responsável e orientado para garantir cuidados de saúde “dignos e de qualidade” a todos os entroncamentenses.
