Na reunião do executivo municipal de Tomar, realizada esta segunda-feira, o vereador do Partido Socialista, Hugo Cristóvão, questionou o presidente da câmara, Tiago Carrão (PSD), sobre o atraso na entrega do novo veículo-escada destinado aos bombeiros do concelho.
Recorde-se que o equipamento traduz-se num investimento a rondar os 200 mil euros e que deveria ter sido entregue até ao final de setembro do ano passado, mas, em abril de 2026, continua sem estar ao serviço da corporação.
Em resposta, o autarca explicou que a viatura chegou ao município já no final de 2025, mas não reunia as condições exigidas.
“Eu realmente acho muito curioso perguntar sobre isso. O veículo escada foi entregue pela empresa já junto ao final do ano passado e, após uma análise do caderno de encargos e também de fazermos, por nossa iniciativa, uma vistoria à viatura, percebemos que claramente havia ali situações que não eram compatíveis com aquilo que nós pretendíamos e que é esperado da entrega de um veículo deste valor”, afirmou.
Tiago Carrão explicou que foram identificados problemas, nomeadamente ao nível do chassis, apontando “um conjunto de situações de alguma deterioração da viatura”.
O aiutarca acrescentou ainda que “o caderno de encargos poderia ter ali algumas coisas que podiam ter sido feitas de forma diferente”, sublinhando, contudo, que o essencial foi a constatação de que “a viatura que foi entregue tinha ali algumas situações que não correspondiam àquilo que é desejado”.
Perante este cenário, a autarquia recusou a receção do equipamento e convocou a empresa fornecedora para uma reunião.
“Neste momento, a viatura está precisamente nas instalações da empresa para que seja corrigido tudo aquilo que nós achamos que não está em condições de ser recebido pelo município”, esclareceu.
O autarca reforçou que a decisão visa salvaguardar o interesse público, tendo em conta o investimento envolvido.
“Tratando-se de dinheiros públicos, seja ele qual for o valor, mas nesse caso um valor também elevado, é nossa responsabilidade pugnar para que tudo seja feito na melhor das condições e garantir que os interesses do município são salvaguardados em todos os processos de aquisição e de contratação pública”, concluiu.
