Maria de Lurdes Jorge, uma das sócias fundadoras do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes, faleceu aos 94 anos. As cerimónias fúnebres decorrem este sábado, dia 14 de setembro, pelas 16h30, na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, em Tramagal.
O velório decorre na casa mortuária de Tramagal a partir das 10h00 de sábado. Após as exéquias fúnebres irá a sepultar no cemitério da vila.
O CRIA já manifestou nas redes sociais o seu profundo pesar pelo falecimento da sua fundadora. “A sua incansável luta pelos direitos e vida com dignidade das pessoas com deficiência nunca será esquecida pelo CRIA”, pode ler-se na publicação, que lamenta ainda “esta perda irreparável”.
Maria de Lurdes Vilela de Sousa Jorge, assistente social de formação, esteve na fundação e instalação do CRIA – Centro de Recuperação e Integração de Abrantes, juntamente com o marido, Victor Manuel Goucha Jorge. Em 2017, foi nomeada presidente honorária das Comemorações dos 40 anos do CRIA.
Assumiu durante 26 aos a coordenação da Ação Social em vários concelhos do distrito de Santarém, e verificou de perto a necessidade de encontrar resposta para as crianças e jovens com deficiência na região, ajudando também os pais e famílias.
Em julho de 1976, Maria de Lurdes Jorge estabeleceu os primeiros contactos com a Câmara Municipal de Abrantes, através do presidente José dos Santos de Jesus “Bioucas”, para encontrar uma solução em prol das crianças e jovens do concelho com deficiência. Após esta conversa, o autarca tornou-se um grande entusiasta da obra e integrou o grupo dos associados fundadores.

Após conversações com pais e famílias de crianças e jovens portadores de deficiência, a ideia começou a ganhar balanço e forma, tendo sido recebida com bons olhos pela comunidade e parceiros fomentando uma rede de solidariedade.
Dali nasceu a Comissão Instaladora da Associação que viria dar lugar ao CRIA – Centro de Recuperação Infantil de Abrantes, a sua denominação antiga, formalizada e constituída legalmente após escritura em 23 de março de 1977, tendo a instituição feito o seu caminho e caminhando já para os seus 50 anos, assumindo um papel preponderante na resposta à comunidade e em prol da preservação e defesa dos direitos das pessoas com deficiência não só no concelho de Abrantes, como também noutros concelhos da região.
O jornal mediotejo.net endereça as mais sentidas condolências à família enlutada.

