Um homem, com cerca de 40 anos, residente na freguesia do Bêco, Ferreira do Zêzere, foi condenado esta quarta-feira, 22 de março, a 200 dias de multa à taxa diária de cinco euros (num total de 1000 euros) por ter partido, em julho de 2014, os vidros de uma retroescavadora, propriedade do município. Foi ainda condenado, pelos prejuízos materiais causados, a fazer 35 dias de trabalho cívico na autarquia ferreirense, sendo que também a multa de 1000 euros ao Estado deverá ser transmutada para trabalho comunitário.

O desfecho deste caso judicial foi dado a conhecer pelo presidente da autarquia, Jacinto Lopes, no decorrer da reunião de executivo municipal de 23 de março. O julgamento foi rápido uma vez que o arguido se mostrou arrependido e confessou os crimes na íntegra, tendo a autarquia aceite a proposta da sua advogada no sentido deste vir a pagar o prejuízo causado ao equipamento camarário em forma de serviço cívico.

O caso remonta a julho de 2014 quando os funcionários dos Serviços de Água do município de Ferreira do Zêzere se preparavam para desligar uma canalização de onde, anteriormente, tinha sido retirado o contador por falta de pagamento. Avisado pela esposa de que se preparavam para desativar a canalização ilegal, o homem apareceu exaltado segurando uma catana nas mãos. Partiu todos os vidros à máquina retroescavadora e perseguiu os funcionários com uma catana, tendo um deles metido baixa por danos psicológicos.

A autarquia avançou com uma queixa-crime por danos nos equipamentos, que foram avaliados em cerca de 2500 euros, e por homicídio na forma tentada. No entanto, só foi julgado pelo crime de danos materiais. “”O prioritário para nós era ser integrado na sociedade, não causando problemas para ele nem para os outros. Queremos contribuir para a solução e não para o problema”, referiu Jacinto Lopes, explicando ao mediotejo.net porque é que aceitou este acordo.

O homem, a quem são apontadas de perturbações psíquicas, está neste momento detido devido a um outro processo relacionado com a tentativa de assalto a um multibanco. Quando acabar de cumprir esta pena, deverá começar a desempenhar o trabalho cívico na autarquia. “Vamos ver o que temos para ele fazer, em termos de obras ou pinturas”, indicou o edil ferreirense.

 

 

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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