Percurso sonoro percorre centro histórico de Abrantes. Foto arquivo: CMA

A programação de julho promovida pelo município de Abrantes reúne propostas culturais, desportivas, ambientais e de lazer para públicos de todas as idades, distribuídas por vários espaços do concelho e assinalando o início da época de verão.

Ao longo de todo o mês, as praias fluviais de Aldeia do Mato e de Fontes acolhem a iniciativa “Palavras que Flutuam”, integrada nas comemorações dos 40 anos do Programa Bandeira Azul, convidando os visitantes a refletirem sobre a preservação dos ecossistemas fluviais e a adoção de comportamentos ambientalmente responsáveis.

Na praia fluvial de Aldeia do Mato decorre igualmente “Um Rio de Memórias”, ação participativa que desafia os utentes a deixarem mensagens, desenhos e recordações numa “Cápsula do Ambiente”, promovendo uma memória coletiva dedicada ao território e à sustentabilidade.

Também durante julho, agosto e setembro, o Mercado Municipal dinamiza a iniciativa “Cabaz Churrasco”, disponibilizando um conjunto de produtos destinados a refeições ao ar livre, mediante encomenda prévia.

No domínio da promoção da leitura, a Biblioteca Itinerante “José Diniz” desloca-se à praia fluvial de Aldeia do Mato nos dias 2 e 31 de julho, com a atividade “Biagens com Histórias”, enquanto o Centro Interpretativo da Ribeira de Alcolobre recebe, nos dias 3 e 10 de julho, as sessões “Ondas de Leitura”, dedicadas à educação ambiental e à literacia energética, dirigidas a crianças e jovens.

A programação de animação de verão arrancou no dia 4 de julho, no Jardim da República, com as sessões de histórias “A Cuca Conta”, destinadas aos mais pequenos e às suas famílias. Segue-se, a 7 de julho, em Martinchel, o espetáculo “A Menina Dança?”, de Bruno Ricardo, dirigido ao público sénior.

No dia 9 de julho, a Praça Barão da Batalha recebe “Cicatrizes”, um espetáculo de flamenco que aborda temas como a identidade, a resiliência feminina, a igualdade e a violência doméstica, através da expressão artística.

A oferta expositiva é reforçada com a inauguração, no dia 11 de julho, no MIAA – Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, da exposição “ESPECTRO. 11 FOTÓGRAFOS EM FOCO”, com direção editorial de Luiz Carvalho, reunindo trabalhos de 11 autores representativos da fotografia portuguesa contemporânea.

No dia 18 de julho, a programação divide-se entre a cultura e o desporto. Durante a manhã, o Aquapolis recebe o espetáculo infantil “Um Dia no Fundo do Mar”, enquanto à tarde a Pista de Atletismo acolhe mais uma edição do Meeting de Abrantes, organizado pela Associação de Atletismo de Santarém.

Ao final do dia, é inaugurada, no Quartel – Galeria Municipal de Arte, a exposição “A Linha do Tempo – 30 anos do Atelier do Massimo”, com curadoria de Massimo Esposito.

A animação prossegue no dia 23 de julho, na Esplanada 1.º de Maio, com “Sopro”, criação do Teatro Só que propõe um encontro entre diferentes gerações através da brincadeira, refletindo sobre o tempo, a imaginação e as relações humanas.

No âmbito das comemorações do Dia dos Avós, a Biblioteca Municipal António Botto recebe, a 24 de julho, o espetáculo “O Som da Palavra”, por Ana Sousa, dirigido a avós e netos, mediante inscrição prévia.

A encerrar a programação mensal, a Biblioteca Municipal promove, no dia 31 de julho, uma visita orientada intitulada “À Descoberta da Biblioteca”, destinada ao público em geral, enquanto, durante a tarde, a Biblioteca Itinerante regressa à praia fluvial de Aldeia do Mato para mais uma sessão de “Biagens com Histórias”.

Mantêm-se igualmente patentes ao público as exposições “Tangled Becomings: Ecos de Biomas Mutantes”, de Jéssica Pereira Gaspar, e “Armistício de verão”, de Marco Franco, ambas integradas na Coleção Figueiredo Ribeiro e em exibição no MIAA até 21 de outubro.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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