MIAA - Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes. Foto: CMA

Em “O que fazer?”, o artista Martim Brion apresenta-se numa exposição individual que, segundo as palavras do curador João Silvério, “confronta-nos com uma série de trabalhos escultóricos que transitam do formato tridimensional para a fotografia, para o texto e, em termos de composição, para uma estratégia formal estribada numa geometria abstrata que estabelece padrões equilibrados entre a escala e a proporção de uma paleta cromática de grande rigor e economia”.

Já a exposição “Dois Cafés” apresenta-se com “peças tridimensionais, das quais se extrai o título para a exposição, esta é de uma natureza pictórica e as questões nela envolvidas são as do campo da pintura. Isso acontece porque o trabalho de Luís Paulo Costa centra-se na credulidade que a imagem pintada oferece, isto é, na sua fiabilidade face a uma imagem fotográfica ou a um objeto reconhecível. Porém, nos trabalhos mais recentes, o próprio artista corrompe essa fiabilidade, introduzindo sobre a pintura de base elementos disruptores”, conforme descreve a curadora Sara Antónia Matos.

MIAA, em Abrantes. Foto: CMA

Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, destaca a importância da Coleção Figueiredo Ribeiro por ter “um papel essencial no reforço da estratégia municipal de desenvolvimento de projetos de natureza cultural. A mesma, associada às outras coleções exibidas nos nossos equipamentos culturais, é decisiva para o lugar de destaque que Abrantes vem assumindo no panorama regional e nacional, com consequentes reflexos na sua valorização enquanto destino turístico”, pode ler-se em comunicado da autarquia.

As exposições estarão patentes até dia 12 de fevereiro de 2023 e poderão ser visitadas no horário do MIAA:
Terça-feira a domingo, das 10h às 12h30 e das 14h às 17h30.
Encerra à segunda-feira e feriados (exceto 14 de junho – Dia da Cidade)

O MIAA, instalado no antigo Convento de S. Domingos, no centro histórico da cidade, dividi-se entre em as salas das Coleções Permanentes organizadas cronologicamente (Coleção Municipal de Arqueologia e Arte, Coleção Fundação Estrada e Coleção Maria Lucília Moita) onde estão representadas a escultura romana, a pré-história, as Idades do Bronze e do Ferro, antiguidade, tesouro, arte da Idade Média e Idade Moderna e escultura da Idade Média e do Renascimento de Abrantes, convidando a uma “viagem no tempo, desde a pré-história até à atualidade”.

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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