A exposição ‘Adeus, até ao meu regresso! Memórias da Guerra Colonial de Ex-combatentes do Concelho de Constância’ e o documentário ‘Memórias de Guerra’ foram ambos apresentados no dia 25 de Abril. Créditos. mediotejo.net

A exposição ‘Adeus, até ao meu regresso! – Memórias da Guerra Colonial de Ex-combatentes do Concelho de Constância’, vai regressar este domingo à sala polivalente do Cineteatro Municipal, seguindo-se a apresentação do livro “As Mulheres e a Guerra Colonial”, da jornalista Sofia Branco.

Esta exposição foi concebida para para retratar o longo e difícil percurso militar e pessoal dos combatentes, oriundos ou residentes no concelho de Constância, e vai estar patente de 9 de março a 25 de abril, às quintas, sextas-feiras e sábados, das 14h00 às 18h00.

Além desta iniciativa, elaborou-se um filme intitulado ‘Memórias de Guerra’, de Tatiana Constantino, e ainda em 2025 será apresentada uma publicação de Miguel Luís sobre esta temática.

A exposição ‘Adeus, até ao meu regresso! Memórias da Guerra Colonial de Ex-combatentes do Concelho de Constância’ e o documentário ‘Memórias de Guerra’ foram ambos apresentados no dia 25 de Abril de 2024. Créditos. mediotejo.net

Os jovens recenseados no concelho, por volta dos 18 a 20 anos eram chamados à inspeção, onde eram avaliados física e mentalmente por médicos, que atribuíam ou não a capacidade de cumprir o serviço militar. Pouco tempo depois, eram chamados para iniciarem a recruta, recebendo um treino militar básico, que era seguido de uma especialização. Caso fossem mobilizados para o Ultramar, teriam que passar mais algumas semanas por uma Instrução de Aperfeiçoamento Operacional (IAO).

Assim que era dada a ordem de embarque, os militares partiam em navios do Cais da Rocha do Conde de Óbidos, enquanto as famílias em terra se despediam em lágrimas e num mar de lenços brancos.

Não pode ser esquecido, que durante a Guerra Colonial, morreram quatro militares do concelho de Constância, três da freguesia de Santa Margarida da Coutada: Alexandre António Alves Félix, Manuel João de Moura Ramos Inácio e Joaquim dos Santos Batista e um da freguesia de Montalvo: José Gaspar Rodrigues.

Esta iniciativa tem por objetivo homenagear os jovens das décadas de 60 e 70 que tiveram como destino combater nas colónias portuguesas em África, valorizar esse enorme esforço humano, salvaguardar as suas memórias, preservar esta História como parte integrante da identidade local e nacional, e acima de tudo, promover uma consciencialização para a defesa dos valores da paz e da não violência.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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