Exposição no Entroncamento recorda "A Vida ao Ritmo do Apito" antes do 25 de Abril. Foto: CME

Inaugura este sábado, 18 de abril, nos Paços do Concelho e na Biblioteca Municipal do Entroncamento, a exposição “O Entroncamento antes do 25 de abril: A Vida ao Ritmo do Apito”. A iniciativa, inserida nas comemorações do 52.º aniversário da Revolução dos Cravos, estará patente ao público até ao final do mês.

A mostra propõe um mergulho na identidade histórica da cidade antes de 1974, altura em que o Entroncamento se definia como uma autêntica “ilha ferroviária”. Através de um espólio que evoca o fumo das locomotivas a vapor e as oficinas repletas de operários, a exposição retrata uma comunidade que acordava e deitava-se ao som do apito dos comboios e onde quase todas as famílias dependiam da “Companhia” (CP).

Para além da vertente ferroviária e militar, a exposição aborda a dinâmica social da época, recordando os bairros divididos por hierarquias e o quotidiano de uma cidade que vivia num ritmo acelerado, contrastando com o isolamento de outras regiões do país, mas mantendo a pacatez vigiada característica do período anterior à revolução.

A organização convida todos os cidadãos a visitar os dois espaços – Paços do Concelho e Biblioteca Municipal – para conhecerem de perto esta parte fundamental da história local, disponível para visita nos horários habituais de cada edifício até ao dia 30 de abril.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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