Nova capacidade aérea do Exército ganha forma no aeródromo de Tancos. Foto: Exército

Questionado sobre os motivos da opção recair sobre a antiga Base Aérea nº 3 (BA3), em Vila Nova da Barquinha, o general CEME, Eduardo Mendes Ferrão disse ao mediotejo.net que “o Aeródromo Militar de Tancos foi escolhido por ser a infraestrutura que garante as maiores potencialidades ao desenvolvimento desta capacidade das forças terrestres e na qual está a haver investimentos para este fim há alguns anos”.

Em causa está uma capacitação no valor de 40,8 milhões de euros, por um tempo de cinco anos, sendo a unidade em Tancos equipada com “três helicópteros médios, com opção por mais uma aeronave”.

Questionado sobre o interesse da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo em estabelecer um aeródromo civil em Tancos, de uso misto, e se a opção do Exército em instalar a unidade de helicópteros em Tancos inviabiliza essa possibilidade, o general Mendes Ferrão disse que “o impacto deste projeto no eventual interesse da Comunidade Intermunicipal em fazer uma utilização desta infraestrutura do Exército deverá ser avaliado após se conhecer em concreto o projeto que pretende implementar”.

Exército anuncia regresso de aeronaves a Tancos com unidade de helicópteros de apoio. Foto: Exército

O ministro da Defesa Nacional disse na Guarda que já assinou o despacho que possibilita a aquisição, pelo Exército, de helicópteros para apoio e resgate.

“Assinei o despacho que permitirá, pela primeira vez, que o Exército venha a adquirir helicópteros de apoio, de proteção e evacuação, que marcarão o início da edificação da capacidade de meios dados a rotativa neste ramo”, afirmou Nuno Melo.

O ministro falava perante centenas de militares dos três ramos das Forças Armadas – Exército, Força Aérea e Marinha – no discurso de encerramento da Semana do Exército, que se realizou esta semana na cidade da Guarda.

“Tal qual acontece com muitos outros Exércitos de países aliados, também o Exército português passará a contar com esta capacidade adicional e diferenciada, que em boa verdade está prevista na Lei de Programação Militar, que permitirá movimentar pessoas e materiais perante a condução de operações terrestres em todo o espetro das operações militares: ofensiva, defensiva, estabilização e apoio civil numa perspetiva de duplo uso”, acrescentou.

No final da cerimónia, o ministro da Defesa Nacional disse aos jornalistas estar em causa uma capacitação no “valor de 40,8 milhões de euros, por um tempo de cinco anos”.

No entender do ministro, e tendo em conta os números normalmente processados nas Forças Armadas, “nem sequer é um investimento de monta exagerada, sendo que é absolutamente crucial, tendo em conta aquelas que são as missões do Exército”.

“É uma capacitação que o Exército há muito reclamava e que fará no futuro muita diferença. Estamos a falar até quatro helicópteros e que são de duplo uso”, adiantou o governante.

Segundo o Estado-Maior do Exército, os helicópteros irão ficar sediados na unidade militar de Tancos e o primeiro chegará em 2026.

Sobre o investimento em causa, Nuno Melo esclareceu que “não é apenas para os helicópteros”, mas também para “outros investimentos conexos que têm de ser feitos, nomeadamente com aeródromos, formação e tudo aquilo que está envolvido na localização” desses meios.

“Ficarão ao serviço do Exército e serão de apoio às tropas onde sejam necessários, numa equivalência a outros Exércitos aliados, em muitos lados do planeta. O importante é a atualização de melhor equipamento, moderno, ao serviço do Exército, que é muito importante”, sublinhou.

O chefe do Estado-Maior do Exército, Eduardo Mendes Ferrão, acrescentou que os helicópteros vão, em primeiro lugar, “proteger as tropas quando estão no solo, quer nas operações em teatro europeu, quer, sobretudo, nas operações na República Centro-Africana”.

“Depois tem uma vertente de apoio, porque têm uma capacidade de transportar as nossas tropas para fazer operações aeromóveis e aerotransportadas”, indicou, acrescentando a valência de transporte de feridos.

Eduardo Mendes Ferrão esclareceu que as aeronaves têm capacidade para “cerca de 12 militares”, cada uma, e poderão ser integradas no sistema de apoio militar de emergência do Exército, que se articula com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para as missões de apoio civil.

“[Em relação a] combate a incêndios, ainda não temos a garantia que venham configurados para essa modalidade. Para já, transporte, busca e salvamento terrestre”, afirmou.

Portugal quer comprar 36 equipamentos militares de artilharia até 2034

O ministro da Defesa Nacional presidiu no sábado à cerimónia protocolar com a França que permitirá a aquisição de 36 sistemas de artilharia modernos até 2034, para substituir o equipamento das Forças Armadas.

Nuno Melo, ministro da Defesa Nacional. Foto: Exército

Em declarações aos jornalistas na Guarda, Nuno Melo disse que a meta de 2% do PIB na Defesa até 2029 significará investimento nos três ramos, traduzido “numa modernização quetinha dois depois também será mensurável, porque tudo é absolutamente transparente”.

“Relevante mesmo é perceber que esta modernização vai acontecer”, disse o governante na Guarda, cidade que acolheu a semana do Exército, no final da cerimónia de assinatura de um protocolo entre as direções gerais do Armamento portuguesa e francesa, para a aquisição de novo equipamento de artilharia.

“O protocolo hoje assinado prevê a aquisição até um máximo de 36 destes equipamentos. O objetivo é que toda a artilharia portuguesa seja equipada com o mesmo sistema de armas, ao contrário do que sucede agora, que temos três sistemas diferentes com todas as implicações logísticas e de operação que isso traz”, esclareceu aos jornalistas o chefe do Estado Maior do Exército.

O general Eduardo Mendes Ferrão defendeu que, no futuro, os militares terão “um sistema moderno, digitalizado e com uma logística muito mais fácil e com uma interoperabilidade acrescida com os aliados” de Portugal.

O chefe de Estado Maior do Exército adiantou que os equipamentos chegarão todos até 2034 e, apesar de não ter divulgado o valor do investimento, o ministro disse que “está na Lei de Programação Militar” (LPM) que, até 2026, tem 60 milhões de euros.

“Vamos reduzir muito em duas coisas. Primeiro na quantidade de pessoas que operam, porque estes sistemas já são digitalizados, portanto, não necessitam tantos Homens, são automáticos, portanto, as guarnições vão reduzir sensivelmente para metade do que temos neste momento”, acrescentou o general.

O ministro disse que, agora, o Governo partiu “para a modernização dos equipamentos nos três ramos das Forças Armadas” e, este, é um “equipamento fundamental no sentido da substituição deste tipo de arma, a pensar no futuro”.

Nuno Melo acrescentou que este Governo tem, neste momento, “a Defesa na linha da frente das prioridades da ação política” lembrando que, desde que tomou posse, já houve investimento nas pessoas.

“Procedemos ao maior aumento, em democracia, de salários, suplementos. Criámos o primeiro apoio no caso de incapacidade ou morte em serviço e também estabelecemos um sistema de comparticipação dos medicamentos dos antigos combatentes a 100% em dois anos”, sublinhou.

Se primeiro foram as pessoas, o ministro disse que agora estão “a tratar do equipamento”, mas o Governo tem “outras prioridades no que tem que ver com a recuperação do património”.

c/LUSA

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1 Comment

  1. Akguém se lembra quando é que foi constituido o GALE – Grupo de Aviação Ligeira do Exército com sede em Tanco? Passava talvez o ano 1999, 2000… criaram quadros de pessoal, formaram pilotos e mecãncicos em Espanham, enfim o GALE durou anos mas nunca teve helicopeteros e portanto nunca funcionou. É bom termos memórias. Se o Médio Tejo quiser historiar os factos, oode dar trabalho mas vai confirmar e pormenizar melhor este meu apontamentos.

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