“Liberdade, liberdade, liberdade”, “Paz, pão, saúde e educação”, “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” faziam-se ouvir por toda a cidade, mobilizando aqueles que com a marcha se deparavam e unindo-se numa recriação que procurava exaltar a importância da conquista de 1974.
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As comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos iniciaram-se no auditório da escola, onde os alunos puderam assistir ao testemunho de quatro abrantinos que, perante um auditório cheio, recordaram as memórias do 25 de abril e da marcha que ocorreu em Abrantes a 1 de Maio de 1974, após a conquista da liberdade.





Entre o passado de opressão e a desigualdade de género, os jovens ouviram testemunhos que os levaram a refletir sobre os atuais direitos, a sua importância e aquilo que significou conquistá-los.
De seguida, a marcha reuniu-se em frente aos portões da escola e num cordão humano que reuniu centenas de pessoas, entre estudantes, professores e comunidade, deslocou-se em direção ao centro da cidade, entoando cânticos de liberdade.
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Na Praça Barão da Batalha, “Grândola, Vila Morena” de Zeca Afonso fazia anunciar a chegada do desfile. Com cartazes que reivindicavam o desejo de liberdade, os jovens uniram-se à comunidade que, expectante, aguardava a sua chegada.
Os idosos, com o brilho no olhar, recuaram à sua mocidade, ao tempo em que os Capitães de Abril lhes haviam devolvido a liberdade. Numa união de gerações, fizeram-se ouvir as canções de intervenção que marcaram Abril de 1974 e celebrou-se a luta contra o fascismo.
Após as celebrações, alunos e professores rumaram em direção à escola, num percurso que não foi indiferente aos abrantinos que, ao passarem pelas centenas de alunos, buzinavam em sinal de apoio e de simpatia pelos ideais de Abril de 1974.
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