A estratégia “Água que une”, que contém perto de 300 medidas que visam a gestão eficiente dos recursos hídricos está em consulta pública até 25 de abril. Esta estratégia, que inclui a construção de um novo açude no rio Tejo, na zona de Constância, foi apresentada em 9 de março pelo Governo, em Coimbra, e pode ser consultada no portal participa.pt.
Em consulta pública AQUI desde 25 de março, até às 17:30 deste domingo, dia 20 de abril, a “Água que une”, que é promovida pelos ministérios da Agricultura e do Ambiente, contava com 57 participações.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou em Coimbra, na apresentação do projecto, que a estratégia para a gestão da água terá um investimento de 5 mil milhões de euros até 2030.
A estratégia “Água que Une”, que inclui um total de 294 medidas, prevê o estudo e construção de novas barragens e de novos “empreendimentos de fins múltiplos”, entre eles o projeto de valorização agrícola dos recursos hídricos do Vale do Tejo e Oeste, que implica a constituição do Empreendimento de Fins Múltiplos do Médio Tejo, com um investimento previsto de 1.350 milhões de euros e a construção de um açude em ‘Constância Norte’, o que surpreendeu negativamente os autarcas locais, como a CIM Médio Tejo (ler AQUI), e associações ambientais, entre elas o Movimento Pelo Tejo – proTEJO (ler AQUI).
A estratégia, que é assente nos eixos eficiência, resiliência e inteligência, tem um prazo de 15 anos e prevê acrescentar mais de 1.000 milhões de metros cúbicos (m3) de água para todos os usos no território nacional.
Segundo os dados avançados, à data, pelo Governo, Portugal tem disponíveis cerca de 51.000 milhões de m3 de água por ano, dos quais são captados, por ano, 4.324 milhões de m3.
Até 2040, está prevista uma descida de 6% nas disponibilidades hídricas e um aumento de 26% nos consumos.
A estratégia “Água que une” contempla programas para a redução de perdas de água, para a reutilização de água tratada, para a inovação e digitalização do ciclo da água, para a reabilitação e restauro de rios e ribeiras, para o reforço do armazenamento, para a eficiência dos empreendimentos hidroagrícolas, para gerir o abastecimento ao polo industrial de Sines e para a resiliência hídrica do Alentejo.
Os investimentos regionais dividem-se em 479 milhões de euros para o Tejo e Oeste, 448 milhões de euros para o Norte, 267 milhões para Vouga, Mondego e Lis, 156 milhões de euros para o Alentejo e 126 milhões de euros no Algarve.
C/LUSA
