Mação acabou por cima no jogo.

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO 2 – SPORT LISBOA E CARTAXO-SAD 1

Campeonato Distrital da 1ª Divisão da AFS – 6ª jornada – 20-10-2024 (16h00)

Campo Agostinho Pereira Carreira, em Mação

Depois duma semana de alguma chuva o domingo acordou soalheiro em Mação, convidando os adeptos maçaenses a irem à bola, para a receção ao Sport Lisboa e Cartaxo. O anfiteatro da vila de Mação, estendendo-se tranquilamente até ao Agostinho Pereira Carreira, com uma luz “suis generis”, era o palco ideal para receber duas equipas que, à quinta jornada, ainda não conheciam o sabor da derrota.

Tarde de sol para um bom jogo de futebol.

O Mação (VVEVE) estava no terceiro posto com 11 pontos e a SAD cartaxense (EEVEV) estava na sexta posição da tabela, com menos dois pontos. Estavam reunidas as condições para um jogo equilibrado, com muito interesse nas contas da classificação, e que opunha duas das melhores equipas do campeonato.

Ambas as equipas chegaram à sexta jornada sem derrotas.

Assim que Filipe Correia apitou para dar início ao jogo o equilíbrio foi a nota dominante, com as equipas a encaixarem, em estudo mútuo. Percebeu-se também que a equipa da casa era mais criativa nos processos de construção, enquanto a equipa liderada por Vando Sanhó tentava um futebol mais direto, explorando preferencialmente o lado direito, com cruzamentos para o segundo poste à procura do possante Elson Petit, que, com 1,94m, de pequeno não tem nada.

Avançado Petit não tem nada de pequeno.

Foi o que fez Edson Cariata, aos três minutos, mas o cruzamento acabou nas luvas de Chico Sousa. Nesta fase jogava-se sobre o meio campo, longe das balizas, com os guarda redes a serem meros espetadores.

Aos 11 minutos, com um ligeiro ascendente cartaxense, um roubo de bola permitiu o contra golpe do Mação. Henrique Pereira surgiu a rematar na cara do guarda redes. O luso-venezuelano José Bolivar, com uma enorme defesa, cedeu canto.

Mação cresceu ao longo do jogo.

Na sequência do pontapé do quarto de círculo, Chrys Pedroso isolou-se pelo centro-direita e tentou, em jeito, bater o guarda redes contrário, que afastou para a zona de tiro. Jaime Rodrigues surgiu a encher o pé e a enviar a bola a embater com estrondo no travessão. A defesa do Cartaxo completou o alívio.

Aos 17 minutos Diogo Gonçalves caiu na área do Mação em luta com um contrário. Ainda esboçou um ténue protesto mas o juiz da partida mandou jogar.

Muitas quedas em jogo correto.

Longos minutos se passaram sem um pingo de emoção, com duelos a meio campo, com constantes interrupções. Uma fase menos boa da partida. À passagem da meia hora, a filial benfiquista ganhou um canto e as habituais picardias valeram a Charles e Elson Petit a amostragem da cartolina amarela.

Do outro lado do campo, na resposta, um cruzamento da esquerda encontrou Camargo em boa posição, já na área. Rematou por cima da baliza de Bolivar. Aos 33 minutos, Chrystian Pedroso trabalhou bem sobre um adversário, simulou o remate de ângulo fechado e serviu na perfeição Camargo do lado esquerdo do ataque. Este não perdoou e colocou a equipa de Júlio Batista na frente do marcador.

Camargo inaugurou o marcador.

Embalados pela obtenção do golo, os maçaenses entraram no seu melhor período na partida empurrando o Cartaxo para a sua área, parecendo acusar o resultado desfavorável.

Aos 41 minutos Chrys Pedroso acorreu a um cruzamento bem medido a partir da esquerda e cabeceou ligeiramente ao lado. Tentava reagir o Cartaxo e aos 44 minutos Miguel Quiame entrou duro sobre Petit.

Valeu-lhe a amostragem da cartolina amarela e o Cartaxo ganhou um livre muito perigoso, à entrada da área, em zona frontal. Edson Cariata encarregou-se da marcação e fê-lo com mestria.

O forte remate embateu na trave da baliza de Chico Sousa, sem que este pudesse esboçar defesa e terá entrado na baliza. Por via das dúvidas surgiu o central Tiago Dias a confirmar , de cabeça, o empate.

Tiago Dias (4) empatou a partida perto do intervalo.

Contra a tendência do jogo, mas com todo o mérito, os “encarnados”, que equiparam de branco, chegavam ao tento da igualdade. Em cima do tempo regulamentar, Charles rematou ao lado e um canto para os visitantes, batido de forma tensa ao primeiro poste, obrigou a trabalho aturado da defensiva da casa.

Filipe Correia ainda compensou o tempo gasto em algumas paragens mas apitou para o descanso aos 47 minutos. No placard estava registado o empate a uma bola, espelho do equilíbrio existente na partida.

Empate era o resultado justo ao intervalo.

No regresso ao novíssimo sintético do Agostinho Pereira Carreira havia a curiosidade de saber como iriam as equipas virar o marcador a seu favor. Mantendo-se o equilíbrio não seria fácil, Entraram melhor os forasteiros perante um Mação expectante.

Logo aos 51 minutos, numa transição muito rápida, Pedro Gomes isolou-se e, à saída de Chico Sousa, fez o esférico sobrevoar o guarda redes mas a bandeirola da assistente Carolina Vieira já havia subido, assinalando posição irregular do médio ofensivo dos visitantes.

Cartaxo nunca deixou de espreitar uma oportunidade.

Com o Mação a reequilibrar a partida, voltou a jogar-se mais no meio campo com as dificuldades de progressão de ambas as equipas a ser notória. Aos 58 minutos, o Mação beneficiou dum canto batido pelo internacional angolano Miguel Quiame para o coração da área. Saul apareceu caído no relvado enquanto a defensiva cartaxeira afastava o esférico. Lance legal.

À hora de jogo, numa insistência da equipa da casa, um roubo de bola permitiu o contra golpe da equipa de Vando Sanhó. Elson Petit entrou na área e Pedro Gonçalves roubou-lhe a bola, ficando o avançado prostrado no relvado. Ainda se esboçou um protesto a que o juiz da partida não deu deferimento.

À hora de jogo o Mação cresceu no jogo.

Na resposta, Chrys Pedroso foi até à linha de fundo ensaiar um venenoso cruzamento que quase traia Bolivar. Aos 66 minutos, Miguel Quiame foi à linha de fundo cruzar com boa conta para Nuno Neves. Este entrou “de sola” sobre o guarda redes mas como a bola se perdeu pela linha de fundo Filipe Correia mandou marcar pontapé de baliza.

Três minutos depois os maçaenses voltaram a estar perto do golo. Um livre, batido da direita por Quiame, encontrou Camargo ao segundo poste que rematou aos ferros. Na insistência, a defensiva afastou ficando Bolivar caído a necessitar de ajuda.

Muitas dificuldades físicas.

Aproveitamos a pausa para referir o trabalho meritório da massagista da equipa de Mação, Ana Sousa, que, na ausência de qualquer elemento de apoio sanitário no banco cartaxense, prestou auxílio aos elementos das duas equipas, tendo corrido quilómetros. A todos os títulos louvável…

Louvável o trabalho de Ana Sousa, massagista do Mação.

No recomeço, o juiz da partida procedeu a uma reposição de “bola ao solo” junto ao banco do Mação e Nuno Neves, de primeira, levantou para a área onde Chrys, de cabeça, enviou a bola à malha lateral.

Na outra baliza, em resultado duma reposição manual pela linha lateral, a bola cruzou toda a área maçaense sem ninguém lhe dar destino. Ao minuto 74 assistiu-se a um belo momento de futebol.

Diogo Gonçalves ensaiou uma “bomba” da meia distância a que se opôs Chico Sousa com uma defesa de elevada qualidade. Enorme…

Defesa maçaense foi suficiente para travar os cartaxenses.

Aos 76 minutos, Júlio Batista refrescou o eixo da defesa do Mação, fazendo entrar Bernardo Bento, e para o ataque João Pires, que viria a ser determinante no desenrolar da partida.

À entrada para o último quarto de hora, com a equipa visitante a apresentar alguma debilidade física de jogadores regressados de paragem, o Mação cresceu no jogo, procurando a vitória. Os benfiquistas do Cartaxo defendiam de forma competente, espreitando o contra golpe.

Mação acreditava na vitória.

Aos 78 minutos, João Pires cruzou da direita e o guarda redes Bolivar, com um trabalho imaculado, mediu mal o tempo de saída e comprometeu. A sua defensiva evitou males maiores.

Três minutos depois uma vistosa jogada de envolvimento dos da casa foi culminada com um forte remate de João Pires a obrigar Bolivar a defesa esforçada. Entrado à apenas à cinco minutos João Pires dava nas vistas, apresentando a candidatura a “Homem do Jogo”…

João Pires saltou do banco para ser o “Homem do Jogo”.

Aos 83 minuto, Chrys Pedroso introduziu o esférico na baliza mas já havia sido anulado lance porquanto o brasileiro ganhou a bola ao guarda redes de forma irregular.

Pouco depois, à entrada da área dos cartaxeiros, um choque entre dois jogadores deixou a bola a sobrar para Afonso Parreira que rematou contra o guarda redes. Na segunda vaga Bernardo Bento rematou para fora.

Jogo muito equilibrado.

O Cartaxo ia reagindo e a apenas dois minutos do final do tempo regulamentar Benito rematou muito perto da baliza de Chico Sousa. A rápida reposição valeu ao Mação a obtenção dum canto.

O árbitro da partida ordenou que se jogasse mais oito minutos a título de compensação, perfeitamente justificada pelo enorme número de paragens.

No primeiro desses minutos o Mação beneficiou duma falta à entrada da área e João Pires foi encarregue da cobrança. Bateu direto, de forma indefensável para Bolivar que nem esboçou a defesa. Do banco havia saltado, um quarto de hora antes, aquele que haveria de fixar o resultado final.

Golo nos descontos deu motivo para festejos maçaenses.

Nos minutos que havia para jogar pouco ou nada se registou. Filipe Correia deu por terminado um jogo com sabor amargo para a equipa forasteira mas em resultado que se aceita e assenta bem ao Mação, que continua terceiro, sem derrotas.

O empate também era um resultado aceitável pelo equilíbrio na partida e alternância de ocasiões de golo. Arbitragem de muito bom nível do jovem Filipe Correia, sempre muito bem auxiliado. Na próxima jornada o Mação, uma das únicas três equipas sem derrotas, joga na Glória do Ribatejo. Confira AQUI os resultados completos da jornada e a classificação atualizada.

FICHA DO JOGO:

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO:

Chico Sousa, Charles, Saul, Miguel Quiame, Pedro Gonçalves (Bernardo Bento), Luís Esteves (David Aguiar), Henrique Pereira (Afonso Parreira), Jaime Rodrigues, Nuno Neves, Camargo e Chrystian Pedroso (Daniel Barão).

Suplentes não utilizados: Afonso Pissarreira e Filipe Falua.

Treinador: Júlio Batista.

Associação Desportiva de Mação

SPORT LISBOA E CARTAXO-SAD:

José Bolivar, Denil Carreira, Jonathan Anderson (Edivaldo Silva), Tiago Dias, Diogo Santos, Diogo Gonçalves (Darcy Cornélio), Pedro Gomes (Ianique Cá), Fredy Chipalavela (Benito), Elson Petit, Adonys e Edson Cariata (Ricardo Facuri).

Suplentes não utilizados: Tiago Fernandes e Freddy Gonçalves.

Treinador: Vando Sanhó.

Sport Lisboa e Cartaxo-SAD

GOLOS: Camargo e João Pires (Mação), Tiago Dias (Cartaxo).

EQUIPA DE ARBITRAGEM: Filipe Correia, Miguel Rodrigues e Carolina Vieira.

Equipa de Arbitragem: Filipe Correia, Miguel Rodrigues e Carolina Vieira com os capitães.

No final, como é hábito, fomos ouvir os técnicos de ambas as equipas:

ÁUDIO | JÚLIO BATISTA, TREINADOR DO MAÇÃO:

Júlio Batista, treinador do Mação.

ÁUDIO | VANDO SANHÓ, TREINADOR DO CARTAXO:

Vando Sanhó, treinador do Cartaxo.

C/ DAVID PEREIRA (multimédia)

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013. Fez parte da equipa desportiva da Rádio Hertz que ganhou o prémio Artur Agostinho (CNID) em 2020.

Deixe um comentário

Leave a Reply