A 39ª edição da clássica estafeta entre Alcanena e Rio Maior e Alcanena realiza-se a 8 de fevereiro. Foto: DR

A clássica estafeta Manuel da Piedade Costa, uma corrida por equipas organizada em conjunto pelas Câmaras Municipais de Alcanena e Rio Maior, volta às estradas no dia 8 de fevereiro, um domingo.

A prova, que este ano cumpre a sua 39ª edição, presta homenagem a Manuel da Piedade Costa, figura histórica do atletismo na região, e alterna anualmente o sentido do percurso entre os dois concelhos vizinhos.

A estafeta masculina e mista, com um total de cerca de 32,8 km divididos em seis etapas, arranca às 10:00 h em frente à Câmara Municipal de Alcanena, com chegada prevista na Praça da República, em Rio Maior. A prova feminina, com aproximadamente 15,6 km também em seis setores, tem partida na localidade de Alcanede às 10:45 h, culminando igualmente em Rio Maior.

A corrida valoriza não só a competição e o desempenho físico, mas também o espírito de equipa e a cooperação entre clubes e atletas amadores, mantendo um caráter popular e inclusivo.

As inscrições são gratuitas e estão abertas até 1 de fevereiro, podendo as equipas registar-se através do formulário online disponibilizado pela organização (AQUI).

Manuel da Piedade Costa foi uma figura determinante no atletismo popular da região de Alcanena e Rio Maior. Natural do concelho de Rio Maior, viveu muitos anos em Alcanena, onde se destacou como impulsionador, treinador e dirigente no atletismo local.

Dedicou boa parte da sua vida a promover a prática desportiva, em especial junto de jovens, e foi uma força motriz no desenvolvimento da estafeta que hoje faz a ligação entre os dois concelhos. Em reconhecimento pelo seu contributo à modalidade e à comunidade desportiva, a tradicional corrida foi oficialmente renomeada em sua homenagem.

Manuel da Piedade Costa faleceu em janeiro de 2017, mas o seu legado continua vivo nesta prova que une atletas, clubes e populações vizinhas.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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