Companhia de dança Balé Teatro Guaíra. Foto: BTG

A companhia de dança Balé Teatro Guaíra sobe ao palco do Teatro Virgínia, em Torres Novas, com duas peças: V.I.C.A. e Castelo. O espetáculo tem lugar no sábado, 22 de março, às 21h30, no âmbito do projeto RHI – Think Arts.

Balé Teatro Guaíra, a terceira companhia de dança mais antiga do Brasil, foi criado em 1969 pelo Governo do Paraná. É um organismo vivo que, em constante transformação, constrói a sua história a partir de produções que retratam diferentes modos de pensar a arte e a própria vida. Um breve olhar para a produção da companhia ao longo dos anos permite dizer que a companhia tem realizado a sua função principal: produzir e levar a arte da dança para o estado do Paraná e para o Brasil.

V.I.C.A. é um acrónimo que significa volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, características do mundo pós-moderno e exacerbadas com a pandemia de Covid-19. Como viver nesse contexto? V.I.C.A. faz-nos questionar o que queremos daqui para frente e propõe-nos refletir sobre a humanidade no tempo presente. No meio de um mundo confuso, saído de uma pandemia, a coreógrafa Lili de Grammont e o Balé Teatro Guaíra revelam-nos que a Arte pode ser uma estratégia conectando-nos de uma maneira única.

Castelo fala sobre essa resistência, essa força que cada um pode encontrar dentro de si para se contrapor a um mundo que, em constante mutação, parece ter potencial para nos destruir. No meio das incessantes transformações do mundo contemporâneo, no cerne do vertiginoso Mundo Líquido de Zygmunt Bauman, o ser humano busca estratégias para, de alguma forma, enfrentar o tempo presente. Cada um a seu modo, procura maneiras de existir e encontrar sentido na própria existência.

O espetáculo tem a duração de cerca de uma hora (30 minutos cada peça), com um intervalo de 15 minutos. Os bilhetes têm o custo de 8,5 euros, sendo aplicáveis descontos.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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