Clube de Leitura de Tramagal promove encontro com a vencedora do Prémio de Poesia Nuno Júdice. Foto: CMA

O Clube de Leitura de Tramagal organiza, no próximo sábado, dia 16 de maio, um encontro literário de relevo com a presença da arquiteta e escritora Carla Louro. A sessão, com início marcado para as 15h30 na sede da Junta de Freguesia, servirá para apresentar “Entra-se na casa pelo pátio”, a obra que conquistou por unanimidade o júri da primeira edição do Prémio de Poesia Nuno Júdice (2025).

O livro, editado pela Dom Quixote, destacou-se entre mais de 200 candidaturas. O júri, presidido por Maria do Rosário Pedreira, elogiou a “extraordinária contenção” da escrita de Carla Louro, descrevendo a obra como um trabalho íntimo e profundamente feminino, onde o olhar da arquiteta se cruza com a sensibilidade poética para explorar temas como o quotidiano, a maternidade e o luto.

Residente em Abrantes desde 2002, Carla Louro utilizou o pseudónimo Clara Fazenda para concorrer ao galardão que homenageia um dos seus poetas de eleição, Nuno Júdice (falecido em 2024). Para a autora, este prémio representa um “enorme incentivo e uma grande responsabilidade”, consolidando o seu percurso desde o lançamento oficial em Lisboa e a passagem por várias bibliotecas da região.

A sessão em Tramagal integra-se no roteiro de apresentações da autora pelo país e constitui uma oportunidade para a comunidade local contactar de perto com uma das novas vozes da poesia nacional.

Tramagal recebe Carla Louro para apresentação de obra premiada com o Prémio Nuno Júdice. Foto: CMA

A obra explora a relação entre a construção de um texto e a construção de uma casa, refletindo memórias de família e espaços domésticos filtrados pela experiência profissional da autora.

O evento é aberto ao público e reforça a dinâmica cultural da vila, através da iniciativa do Clube de Leitura local em promover obras de mérito reconhecido.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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