“Dotar os alunos dos 2ºs, 4ºs, 6ºs e 8ºs anos de escolaridade das escolas do concelho de Abrantes com conhecimentos e competências de Suporte Básico de Vida (SBV)” é o principal objetivo do protocolo que o município celebrou em agosto com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários (AHBVA), o Rotary Club e os Agrupamentos de Escolas Nº1 e Nº2 de Abrantes para o desenvolvimento do projeto “de forma contínua”, a partir deste ano letivo.
O projeto “Mãozinhas que salvam vidas”, concebido pelo Rotary Club de Abrantes, teve uma primeira ação de formação, “mais curta e concentrada no tempo”, que envolveu 560 alunos do 2º e 4º ano e 543 alunos do 6º e 8º ano de escolaridade, iniciando um processo que visa “dar a alunos e professores competências que lhes permitam identificar, pedir ajuda e iniciar manobras, até à chegada da ajuda especializada, que podem salvar vidas”, disse o presidente dos rotários.

“Com este protocolo, vamos ao 2º e 4º ano de escolaridade todos os anos letivos, o que significa que, de dois em dois anos, os alunos estão a ser relembrados daquilo que aprenderam e a ficar mais capazes de poder aplicar [o conhecimento] e salvar vidas”, afirmou Isidro Bernardino.
ÁUDIO | ISIDRO BERNARDINO, PRESIDENTE ROTARY CLUB DE ABRANTES:
Por outro lado, acrescentou, “para os alunos do 6º e 8º ano, a opção, tomada em conjunto com os bombeiros de Abrantes, é a de fazer formação certificada a 38 professores que depois replicam o conhecimento nas próprias escolas, fazendo parte dos programas” curriculares.
“Assim”, destacou, “conseguimos levar esta formação essencial de salvar vidas ao mundo escolar do concelho de Abrantes”.
O presidente da Câmara Municipal disse, por sua vez, que este “é um programa humanista” e destacou as “centenas de jovens que vão ter formação” em prol do próximo.

“É um programa de caráter cheio de humanidade, que encerra em si o princípio de ajudar o outro, e levar esta formação para dentro das escolas é o melhor sítio para que tenha sucesso”, afirmou Manuel Jorge Valamatos.
ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:
O município “associa-se ao processo de formação com apoio financeiro”, cabendo aos rotários e aos bombeiros assegurarem a vertente formativa especializada, num projeto de continuidade e que decorrerá ao longo dos próximos anos letivos, explicou.
“Que daqui a uns anos muitos jovens sejam capazes de reagir a situações de emergência e, se com isso, conseguirmos salvar uma vida, o objetivo já estará plenamente concretizado””, afirmou Valamatos.
No âmbito deste protocolo, válido por um ano e automaticamente renovado por igual período, a câmara vai atribuir uma verba anual de mil euros ao Rotary Club de Abrantes para aquisição de material necessário à realização das ações de formação, que serão responsabilidade dos Bombeiros Voluntários de Abrantes.

O SBV “é um conjunto de procedimentos que tem como objetivo a recuperação da vida em paragem cardiorrespiratória de vítima até à chegada de ajuda especializada, sendo essencial uma correta identificação da situação e ajuda precoces”, indica o município, em nota informativa, tendo feito notar que “a escola é entendida como um local prioritário” para a introdução do seu ensino.
Segundo a autarquia, o ensino precoce do SBV vai proporcionar aos alunos “as bases necessárias e um maior conhecimento para atuar em situações de emergência”, além de promover a “perceção do sentido cívico e social”, pode ler-se na mesma nota.
Neste momento, conclui, “mantém-se a obrigatoriedade do ensino de suporte básico de vida aos alunos do 9º ano na disciplina de cidadania”, pelo que o município entende como “essencial alargar esta temática aos alunos que frequentam os 2ºs, 4ºs, 6ºs e 8ºs anos de escolaridade das escolas do concelho” de Abrantes.
A Estratégia Nacional de Proteção Civil Preventiva, publicada em Diário da República em 2021, define 10 áreas prioritárias e 136 objetivos operacionais, os quais traduzem projetos e atividades a implementar pela administração central, câmaras municipais e juntas de freguesias durante 10 anos.
c/Lusa

É curioso… Tanta evolução, mas o problema do assédio (bullying) ainda não resolveram, mas suporte de vida já estão a trabalhar nisso… É de louvar! Pelo menos existe a possibilidade de salvar uma vida no imediato, mas não podem descurar os outros problemas que tem resolução “fácil” basta não assobiar para o lado como fazem muitos docentes, inclusive psicólogos que se preocupam mais com os familiares dos alunos do que com os mesmos, mas não deixa de ser uma ótima notícia.