Reunião de Câmara do Entroncamento, 16 de novembro de 2021. Imagem: mediotejo.net

Abordado por desportistas do concelho do Entroncamento, Luis Forinho, vereador eleito pelo Chega, solicitou em reunião do executivo que sejam colocados desfibrilhadores na zona desportiva da cidade, sublinhando a sua importância para salvar vidas. Em resposta, o presidente do Município, Jorge Faria (PS) admitiu promover a respetiva instalação já no início do próximo ano.

“É um pedido que faço à Câmara. Tenho sido abordado por pessoas que fazem desporto na nossa zona desportiva e essas pessoas têm-me falado em desfibrilhadores”, começou por referir o vereador do Chega na sessão do executivo do Entroncamento desta semana.

Admitindo ter recorrido à legislação para se inteirar do assunto, Luis Forinho citou o Decreto-Lei 182, de 2012, no qual é referido no 5.º artigo que “é obrigatória a instalação de equipamentos de DAE [desfibrilhação automática externa] nos seguintes locais de acesso ao público: (…) recintos desportivos, de lazer e de recreio com lotação superior a 5000 pessoas”.

Apesar de admitir que a área desportiva do concelho não terá capacidade para abranger simultaneamente o referido número de pessoas, pelo que a autarquia não tem obrigação legal de instalar os referidos desfibrilhadores, o vereador sublinhou a importância destes equipamentos serem instalados para salvar vidas.

ÁUDIO | LUIS FORINHO, VEREADOR CHEGA CM ENTRONCAMENTO:

“Se haveria, num breve curto espaço de tempo, a possibilidade de adaptar aquela zona, pelo menos com um desfibrilhador”, reforçou Luis Forinho.

Em resposta, o presidente da autarquia entroncamentense, Jorge Faria (PS), admitiu colocar “rapidamente essa intenção no plano de atividades para o próximo ano”, promovendo “no início do ano a instalação”.

“Eu penso que tem toda a razão. Os desfibrilhadores é uma questão que vamos dar, com certeza, importância”, disse também Jorge Faria, dirigindo-se ao vereador Luis Forinho, lembrando que esse processo já foi anteriormente iniciado mas que, por razões burocráticas, acabou por não avançar.

“Vamos recuperar esse processo. É uma falha que é preferível reparar nela antes de acontecer alguma coisa do que depois de acontecer”, concluiu o autarca entroncamentense.

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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