No seguimento da polémica causada pelas acusações do PSD de o PS se ter coligado com o partido Chega devido ao voto favorável que este partido deu relativamente ao orçamento municipal para 2022, Luís Forinho, vereador eleito pelo Chega, justificou o seu voto na última reunião de executivo, dizendo que este foi muito ponderado e que o partido não está arrependido.
“Foi um voto muito pensado, muito ponderado, foi um voto em que eu procurei aconselhamento, e é um voto que em nada o partido Chega da cidade está arrependido, e votaria da mesma forma”, disse Luís Forinho na sua intervenção na última reunião do executivo da Câmara Municipal de Entroncamento.
Tendo em conta o facto de a situação ter sido falada um pouco a nível nacional e de o seu partido lhe ter exigido uma declaração de voto nesse sentido, Luís Forinho explicou durante a sessão que o seu voto para o orçamento foi favorável uma vez que o orçamento contemplava algumas daquelas que eram as exigências do partido Chega para o Entroncamento.
A presença no orçamento do início da implantação de câmaras de videovigilância nas áreas de maior risco da cidade, a colocação de um desfibrilhador na zona desportiva, e o início da construção da Esquadra da PSP – três propostas “extremamente importantes para nós”, conforme disse Luís Forinho – levaram o vereador a dar o seu aval ao documento.
“Era ponto assente que o Chega iria aprovar o orçamento de 2022 se nos fosse confirmado o início da construção da esquadra para o Entroncamento no próximo ano”, disse ainda o edil eleito pelo partido Chega.

Com um decréscimo de meio milhão de euros face a 2021, o orçamento do Município do Entroncamento para o próximo ano é de 22,7 milhões. Leia mais sobre o orçamento AQUI.
Durante a reunião do executivo, foi também ratificado por unanimidade o reforço de dois mil vales para a campanha “Nesta Natal… Compre no Comércio Tradicional 2021”. Uma vez esgotados os quatro mil vales criados na campanha natalícia da Câmara do Entroncamento para apoiar o comércio tradicional da cidade, vão assim ser disponibilizados mais 2000 vales, que potenciarão o volume de negócios do comércio local em mais 20 mil euros, conforme já tinha enunciado previamente Jorge Faria.
A vereação do PSD, através de Rui Gonçalves, propôs ainda a isenção de pagamento da derrama para todas as empresas cujo volume de negócios não ultrapasse os 150 mil euros.
O presidente da autarquia Jorge Faria, referindo que “esta solução fácil de definir que tem isenção ou não tem, a balizar pelo nível da faturação, não nos parece que seja uma solução muito adequada”, propôs que essa proposta fosse retirada da ordem de trabalhos da reunião – até porque uma alteração só iria ter expressão na derrama paga pelas empresas em 2023 pagas referente ao ano de 2022 – para que a Câmara solicite informação objetiva à Autoridade Tributária, para depois se voltar a discutir o assunto.
O vereador Rui Gonçalves (PSD) aprovou a sugestão, desde que com a garantia de o assunto não cair no esquecimento.
