Inauguração da exposição "60 anos da chegada da tração elétrica ao Entroncamento". Foto: mediotejo.net

O aniversário da chegada da tração elétrica ao Entroncamento inspirou a exposição da AMF – Associação dos Amigos do Museu Nacional Ferroviário inaugurada este sábado, dia 30, na galeria municipal. A efeméride foi assinalada na data exata em que o comboio vindo da capital chegou sob chuva e com aplausos da multidão, inaugurando o troço eletrificado. Seis décadas depois, brindou-se ao passado e ao futuro da ferrovia no concelho.

O momento juntou diversos elementos da AMF, assim como a vereadora da Câmara Municipal Ilda Joaquim, o presidente da Junta de Freguesia de São João Baptista Rui Maurício e os primeiros visitantes da exposição que pode ser visitada entre as 15h00 e as 19h00 até ao próximo dia 12 de julho, exceto às segundas-feiras.

Os 10 painéis que compõem a mostra temática, complementados por recortes de jornais da época, partilham pormenores de dia caraterizado por Ilda Joaquim como simbólico no qual que as pessoas “sentiam que era a modernidade que estava a chegar”.

Os pormenores da efeméride são partilhados em diversos painéis. Foto: mediotejo.net

A historiadora Manuela Poitout, enquanto representante da AMF, destacou a colaboração da CP para que a exposição ganhasse forma e salientou o papel da associação “na salvaguarda e divulgação do património” material e imaterial, assim como “da história dos caminhos-de-ferro em Portugal e, muito particularmente, no Entroncamento”.

A inauguração contou ainda com a intervenção de José Eduardo da Silva que, à semelhança de Manuela Poitout, integra os atuais órgãos sociais da associação. O fundador da AMF destacou a criação da ferrovia como “a coisa mais importante que houve na História” e fez uma resenha histórica, remontando à Revolução Industrial.

Pormenor de painel. Foto: mediotejo.net

O ano de 1926 foi apontado como a data em que surgiu a primeira linha eletrificada no país, entre a capital e Cascais, e pouco mais de três décadas depois era inaugurado o troço entre Lisboa e o Entroncamento. Uma data marcada com pompa e circunstância desde a partida na estação de Santa Apolónia até à chegada na estação do jovem concelho ferroviário que, na altura, comemorava 13 anos de existência e ainda não era cidade.

Os avanços tecnológicos juntaram-se à perspetiva de custos e poluição reduzidos do novo tipo de tração que surgiu no passado e pode ser recordada no presente na galeria municipal. A inauguração da exposição “60 anos da chegada da tração elétrica ao Entroncamento” terminou de forma simbólica com um brinde às memórias e ao futuro da ferrovia, sem esquecer o Museu Nacional Ferroviário.

Sónia Leitão

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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