A Câmara Municipal do Entroncamento e a Direção Central da Liga dos Combatentes deram o primeiro passo conjunto para a construção de equipamentos sociais e de saúde da Liga no município. Ambas as entidades estiveram representadas pelos respetivos presidentes, Jorge Faria e Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues, na cerimónia que teve lugar na quarta-feira, dia 6, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
O momento ficou marcado pela assinatura do protocolo que cede o direito de superfície de uma parcela do terreno, na Rua Eng.º Ferreira de Mesquita, onde funcionou antigo o campo de futebol municipal por um período de 99 anos. Uma área com cerca de 10.000 m2 que irá receber infraestruturas dirigidas a idosos e crianças, nomeadamente um Centro de Dia, um Lar de Idosos, uma Unidade de Cuidados Continuados e uma Creche.

Seguiram-se os discursos perante os convidados, entre os quais se encontraram os representantes dos núcleos de Entroncamento / Vila Nova da Barquinha e de Torres Novas. Os mesmos tiveram início com o do Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues no qual este destacou tratar-se de “um dia histórico” e “importante”, não apenas para os associados da Liga, mas também para o concelho do Entroncamento.
O presidente da Liga dos Combatentes destacou, igualmente, que as infraestruturas previstas serão as terceiras neste âmbito a nível nacional, além das localizadas no Porto e em Estremoz. A ocasião foi aproveitada para destacar que a “esperança” apenas se transformará “em realidade” caso 65% do financiamento, no mínimo, seja assegurado pelo Estado, tentando a Liga assegurar o valor restante, situado na ordem dos €900.000,00.

Jorge Faria fez a sua intervenção de seguida, destacando que o Câmara Municipal do Entroncamento está empenhada em contribuir para que o projeto se concretize através das soluções que irão sendo encontradas no futuro. O presidente também sublinhou a importância da construção destes equipamentos sociais e de saúde no concelho e, em particular, numa região em que se denota forte presença militar.
Segundo Jorge Faria, a associação da autarquia a este projeto não se trata de “um favor”, mas “contribuir de forma singela” para homenagear os combatentes. A construção das infraestruturas realiza-se num local onde se prevê uma “regeneração urbana”, acrescentou, e a assinatura do protocolo esta quarta-feira integra um processo que é um motivo de “orgulho” para as partes envolvidas.
