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Os aumentos verificados nos últimos anos têm vindo a ser suportados pela autarquia, explicou o presidente da Câmara, dizendo não haver neste momento condições para tal, tendo parte do acréscimo de ser refletido na fatura dos munícipes.

“Desde que estamos na Câmara, nunca procedemos ao aumento dos tarifários [dos resíduos urbanos] – ainda que o custo de tonelada tratada no aterro tenha tido um acréscimo bastante significativo nos últimos cinco anos, tendo passado de 32€ a tonelada, em 2015, para 51,95€”, explicou o presidente da Câmara do Entroncamento na última sessão do executivo camarário.

Apresentando a proposta de tarifários para 2022 relativa ao abastecimento de água, saneamento e resíduos urbanos – que mereceu aprovação unânime por parte dos eleitos para a Câmara Municipal – Jorge Faria referiu que, apesar do aumento de 62% das taxas de resíduos (cujo tratamento é feito pela RSTJ e suportado financeiramente pelo Município), a autarquia tem conseguido “manter a tarifa dos resíduos” bem como que “a cobertura dos custos não descesse abaixo dos 85%”.

Reguladas pela ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos), estas temáticas têm um conjunto de normas a serem cumpridas, nomeadamente, a de um equilíbrio: “As tarifas devem cobrir os custos e não deve haver menos do que 85% da cobertura desses custos. Havendo menos de 85%, podemos ficar limitados nos acessos a alguns apoios investimentos”, explicou o edil entroncamentense.

Neste momento, a situação está “perfeitamente equilibrada”, mas Jorge Faria assume que a autarquia não tem condições para assumir a totalidade do acréscimo em 2022. “Neste momento, não temos condições para isso, temos que refletir uma parte deste aumento nos nossos munícipes e temos uma proposta de aumento de 30% da tarifa de resíduos”, apresentou.

ÁUDIO | JORGE FARIA, PRESIDENTE CM ENTRONCAMENTO

Já no que respeita às restantes tarifas, da água e do saneamento, as mesmas “devem ser atualizadas com base no índice de preços do consumidor, que está previsto em 0,9%”, expôs o presidente da Câmara do Entroncamento.

Com os aumentos de 0,9% e 30%, o edil dá conta de que tal representará, “para um consumidor doméstico médio de 10 metros cúbicos/mês, um aumento mensal de 1,32 euros (aumento médio de 5,7 euros)”.

Esperando que nos próximos anos não haja necessidade de fazer novos ajustes tarifários, o autarca entroncamentense referiu ainda que a otimização destes sistemas irá permitir, no futuro, “não ter necessidade de transferir para os munícipes estes custos”.

Ana Rita Cristóvão

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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