O relatório de contas da autarquia entroncamentense relativo ao ano transato aponta para um valor de receitas superior ao das despesas, algo que “tem sido prática”, admite o presidente da Câmara Municipal. Jorge Faria fala numa poupança superior a dois milhões de euros, com o nível da dívida do Município a situar-se abaixo dos 8 milhões.
Com duas dimensões – a orçamental e a económico-financeira – o relatório de contas de 2021 da autarquia entroncamentense foi aprovado pelo executivo, destacando-se uma taxa de execução orçamental na ordem dos 90%. Numa apresentação dos pontos mais relevantes deste relatório, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Faria (PS), começou precisamente por salientar os “níveis elevados de taxas de execução”.
“Em termos da dimensão orçamental, do que são as receitas e as despesas, tivemos uma taxa de execução do orçamento de 89,9%, maior nas despesas correntes (94,7%) e menor nas receitas de capital. Executámos 20,7 milhões de receita e 18,7 milhões de despesa”, expôs o edil.
Referindo a continuidade de uma receita superior à despesa, que no último ano permitiu gerar uma poupança de 2,4 milhões de euros “que alavanca as nossas intervenções sociais e de investimento”, Jorge Faria destacou as obras mais significativas levadas a cabo pelo município em 2021 em termos de plano de investimentos.
Do novo Parque Empresarial do Entroncamento à requalificação do espaço urbano (ARU 3), passando pelo projeto de eficiência energética, foram pagos, notou o autarca, investimentos no valor de 6 milhões de euros em 2021.
Já ao nível da análise económico-financeira, são referidos proveitos de cerca de 15 milhões de euros face aos cerca de 13 milhões de custos, o que resultou “num resultado líquido de 1 milhão e 434 mil euros”, afirmou Jorge Faria.
O autarca deu ainda conta de que o nível da dívida da autarquia no final de 2021 se situava abaixo dos 8 milhões de euros, valor que, para se ter melhor noção, contrasta com os mais de 9 milhões que existiam há três anos, em 2018.
