A maioria socialista do executivo da Câmara Municipal do Entroncamento aprovou a prestação de contas de 2017. Foto: mediotejo.net

A prestação de contas referente ao ano de 2017 foi um dos pontos que integrou a Ordem de Trabalhos da reunião do executivo municipal desta segunda-feira, dia 16, tendo sido aprovada pela maioria socialista e recebido os votos contra do PSD e a abstenção do BE.

Durante a apresentação do ponto, Jorge Faria fez referência ao “grande rigor” e “transparência dos processos de gestão”, assim como ao prazo médio de pagamento a fornecedores, que neste momento, se situa nos 49 dias, e os “elevados níveis de taxas de execução”.

José Miguel Baptista (PSD) e Henrique Leal (BE) saudaram o empenho dos técnicos municipais na elaboração do documento com mais de 800 páginas. No entanto, o volume do mesmo teve peso nas intenções de voto dos dois partidos, gerando críticas dos vereadores da oposição sobre o seu envio quatro dias antes da reunião, não permitindo uma análise aprofundada dos dados apresentados.

O PSD justificou os dois votos contra na declaração de voto em que indica que a “prestação de contas reflete as decisões políticas duma gestão em que os eleitos do PSD não se revêm. Fomos e somos solidários com decisões que entendemos serem do interesse do Entroncamento, mas este documento reflete decisões que não assumimos nem apoiamos e que, consideramos, não salvaguardam os interesses da nossa cidade”.

O documento apresentado pelos vereadores Jaime Ramos e José Miguel Baptista acrescenta que a prestação de contas “é também o reflexo duma gestão que pouco investiu na cidade e que deixou que a imagem do concelho seja cada vez mais negativa, de falta de cuidado com o espaço público, com a qualidade de vida dos munícipes”.

A abstenção do BE, por seu lado, foi justificada com a declaração de voto na qual Henrique Leal apontou “setenta e uma aquisições, sessenta por ajuste direto, oito com concurso público e três indefinidas, num total de 3.347.612,39 euros”, que considera serem “demais”. O vereador também questionou “quantas daquelas contratações, certamente dentro da lei, não poderiam ter sido realizadas com recurso a um concurso limitado”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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