Momento em que se cantava o hino nacional (Foto: mediotejo.net)

Durante a sessão solene comemorativa do 72° aniversário do Concelho do Entroncamento, o Presidente da Câmara anunciou que o ensino superior na cidade será de novo uma realidade no próximo ano. Jorge Faria revelou ainda que estão a decorrer negociações para construção de uma nova esquadra da polícia num terreno junto ao centro de saúde.

As novidades marcaram a sessão solene comemorativa realizada no dia 24 no salão nobre da Câmara.

O Presidente começou por recordar o trabalho realizado no anterior mandato, falando em “orgulho” e “consciência do dever cumprido”, reforçados pelo “reconhecimento que a população depositou” em si e na sua equipa nas eleições de 1 de outubro e que representam uma “responsabilidade acrescida”.

Jorge Faria repescou os eixos estratégicos e o lema da sua candidatura, “uma cidade para as pessoas” para anunciar a continuação do “esforço de construção de um Entroncamento sustentável, moderno, dinâmico, equitativo e seguro”.

Na sua intervenção elencou algumas obras feitas, em curso e projetadas como seja o mercado, cine-teatro, ciclovias, regeneração urbana, nova biblioteca e intervenção na estação ferroviária, reconhecendo que “nem sempre é fácil obter resultados imediatos”.

A Autarquia tenciona “tirar partido das acessibilidades rodo e ferroviárias” para criar um centro empresarial e logístico do Médio Tejo envolvendo os municípios vizinhos de Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. Nesse sentido, Jorge Faria anuncia como uma das prioridades a captação de novos investimentos e um maior enfoque na componente de desenvolvimento económico.

Jorge Faria sublinhou que a sua equipa está a trabalhar para que o Entroncamento volte a ter ensino superior. “Tudo se conjuga para que no próximo aniversário do Concelho eu possa dizer que já temos de novo ensino superior na cidade. É um trabalho que estamos a desenvolver”, afirmou.

A outra novidade tem a ver com um “trabalho conjunto com o Ministério da Administração Interna para concretizar uma nova esquadra da polícia” num terreno junto ao centro de saúde que está a ser negociado para que seja cedido a título gratuito.

Afirmando-se “obstinado na defesa dos interesses da cidade”, Jorge Faria prometeu continuar a gerir o Município com “rigor e transparência”

Os Presidentes da Câmara, da Assembleia e das duas Juntas de Freguesia (Foto: mediotejo.net)

A “encruzilhada” do Entroncamento

Antes do Presidente da Câmara, falou o Presidente da Assembleia Municipal, Luís Filipe Antunes, que fez uma intervenção mais centrada na contextualização histórica do Entroncamento e nos desafios que se colocam ao Concelho. Um território de reduzidas dimensões que nasceu há mais de 150 anos com a instalação das linhas férreas e que ganhou o estatuto de Concelho em 1945.

Luís Filipe Antunes falou de “um Concelho que cabe quase todo numa cidade, sem território agrícola expressivo, sendo reduzida a ligação à posse da terra e sem tradições agrárias próprias, atravessado por um rio de ferro que não liga as duas margens mas que nos leva ao mundo todo e nos traz de volta, um lugar de chegada e de partida”.

O autarca apresentou alguns dados estatísticos que revelam como o Entroncamento é um “fenómeno distinto” que o igualam a Municípios como Coimbra ou Aveiro.

Pela sua localização e centralidade, o Entroncamento revela um potencial de atratividade de pessoas das mais diversas proveniências do país.

Este facto coloca o Entroncamento numa encruzilhada: “ser apenas uma metrópole a nível regional com vida própria nos vários domínios” ou “resignar-se a ser uma cidade dormitório onde se apanha o comboio a qualquer hora, onde se reside para, assim que se possa, ir embora, apenas lugar de passagem”.

Referiu ainda a componente militar como marca da identidade do Entroncamento, cidade que atravessa “uma crise de identidade e uma crise de cidadania”. Por isso, defendeu que se deve apostar na recuperação da identidade histórica e do património da cidade, apelando a uma maior participação de cidadania que passa por uma aposta na educação.

A sessão comemorativa do dia do Concelho, começou com o Coro da Associação Concórdia da Música a interpretar o hino nacional na escadaria dos Paços do Concelho.

Antes e após os discursos atuou o jovem músico Bruno Santos que, com o seu trompete, foi muito aplaudido e classificado pelo Presidente da Câmara como “um fenómeno do Entroncamento” no campo da música.

No início da sessão Jorge Faria leu um poema escrito por Clotilde Vergamota, utente do lar Fernando Eiró, alusivo aos 72 anos do Concelho.

A cerimónia inclui a atribuição de medalhas de bronze, prata e ouro aos funcionários municipais que completaram este ano 15, 25 e 35 anos, respetivamente, ao serviço do Município.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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