“Este é um bom exemplo de como devemos trabalhar em Portugal. A administração central desenha as políticas, a administração central financia e as autarquias fazem aquilo que fazem melhor que a administração central: saber quem precisa, identificar as necessidades e depois executar, com rendas que são claramente acessíveis, muito abaixo das rendas que são praticadas no mercado, metade, às vezes um terço”, adiantou Pedro Nuno Santos.
O líder do PS visitou na manhã de segunda-feira as obras de reabilitação de 40 fogos unifamiliares no Bairro Vila Verde, no Entroncamento, destinados a famílias da classe média, com um primeiro lote de 24 habitações em arrendamento acessível, de tipologia T2, sido entregue no início do mês ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), entidade que tem a decorrer até 18 de março os concursos para a respetiva atribuição, mediante sorteio.
O secretário-geral do PS quis mostrar no Entroncamento que “há um país em obra, a construir, a reabilitar”, tendo indicado ser preciso “intensificar” um trabalho que já começou na Habitação para “responder às necessidades” da população.
No caso do Entroncamento, Pedro Nuno Santos visitou um “bairro devoluto há 20 anos”, com as “obras concluídas” e prontas a ser entregues “em março”, tendo afirmado que este é um “bom exemplo” de como reabilitar património devoluto e colocá-lo no arrendamento acessível.

Os contratos de arrendamento dos 24 fogos no Entroncamento destinam-se à habitação permanente e os valores dos T2 oscilam entre os 294 euros e os 350 euros mensais.
“Mostra que há um país em obras, que está a fazer casas, a reconstruir casas para a nossa população e era isso que eu queria mostrar. Queria mostrar que é um trabalho que começou, que está a começar a dar frutos, que é preciso intensificar”, afirmou Pedro Nuno Santos, tendo feito notar que as “casas existem porque houve programas que o Governo lançou”.

ÁUDIO | PEDRO NUNO SANTOS, SECRETÁRIO-GERAL DO PS:
A empreitada que Pedro Nuno Santos visitou no Entroncamento decorre num bairro do Estado que estava devoluto há várias décadas e representa um investimento de cerca de 3,7 milhões de euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Tendo iniciado em fevereiro de 2023, e com um prazo de execução de 360 dias, a obra resulta de uma intervenção direta do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), que será o senhorio e irá arrendar as casas depois de um concurso no âmbito do arrendamento acessível, já aberto para famílias de rendimentos intermédios.
“Este é mesmo um dos caminhos, porque não existem balas de prata para resolver o problema da Habitação, mas este é um dos caminhos que importa intensificar para conseguir dar resposta às necessidades da nossa população”, reiterou o secretário-geral do PS.
Num distrito que vai eleger nove deputados para o parlamento e onde o PS elegeu cinco deputados nas últimas legislativas, Pedro Nuno Santos, que se fez acompanhar do presidente do município do Entroncamento, Jorge Faria (PS), e dos candidatos pelo círculo eleitoral de Santarém, onde Alexandra Leitão é cabeça de lista, disse contar com uma “grande vitória” no dia 10 de março.
“Queremos ter uma grande vitória e nós contamos com o povo de Santarém para ganharmos e colocarmos Portugal na senda do crescimento e do progresso económico e social”, em contraponto a uma “direita sombria” e “divisionista”, afirmou.
“Não podemos parar e não podemos correr o risco de uma direita sombria, de uma direita divisionista, ganhe o nosso país. Nós precisamos é de cuidar do Portugal inteiro e para os socialistas os problemas de uns são os problemas de todos”, concluiu.

A Estratégia Local de Habitação (ELH) do Entroncamento, aprovada em 2022, define a programação estratégica das soluções habitacionais para apoiar 184 agregados familiares (444 pessoas) que “vivem em condições habitacionais indignas”, num investimento previsto na ordem do 12 ME, a par de habitação a custos controlados e de rendas acessíveis.
Com a “reprogramação da estratégia e de investimento”, esse valor ascende agora aos “35 a 40 ME”, previstos executar e concluir até 2026, também no âmbito de um protocolo celebrado entre a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e o IHRU, que prevê a disponibilização de 100 fogos a custos controlados mas cujo processo foi bloqueado pela oposição ao executivo que o PS lidera, mas em minoria.
“Não sei se vai haver um Entroncamento antes e depois [das obras no parque habitacional], mas vai haver um Entroncamento cada vez mais próximo das pessoas e foi nesse sentido que desenvolvemos a ELH, que tem várias dimensões”, disse recentemente ao mediotejo.net Jorge Faria (PS), tendo hoje afirmado acreditar ser ainda possível reabilitar os 100 fogos que serão pagos na íntegra pelo PRR, caso PSD e/ou Chega mudem de ideias e viabilizem a pretensão.
c/LUSA

Obrigado pelo excelente trabalho desenvolvido na área da comunicação social. Com verdade e rigor, exemplo que todos os jornalistas deveriam seguir. Bem haja
Estas casa de nameira nenhuma devem ser sub-alugadas, por aqueles que receberem do estado , assim ajudamos a baixar este nivel de crescimento frenético de valores no arrendamento.