Foto: mediotejo.net

O encerramento do Parque Verde do Bonito, na sequência dos estragos provocados pela tempestade Kristin, que ocorreu a 28 de janeiro, esteve em destaque na reunião do executivo da Câmara Municipal do Entroncamento, com vereadores da oposição a questionarem a manutenção da interdição e o presidente a garantir que a reabertura poderá ocorrer em breve.

Ricardo Antunes, vereador eleito pelo Partido Socialista, questionou o presidente da autarquia sobre a situação do parque, referindo que o mesmo “continua encerrado ao público” e que, do exterior, são visíveis “árvores caídas nos trajetos pedonais”, sem que seja do conhecimento público “qualquer problema de segurança que impeça novamente a utilização do espaço”.

O socialista admitiu que, face às características da albufeira e à elevada pluviosidade registada durante períodos prolongados, possa ter ocorrido “alguma degradação dos pisos e nomeadamente das encostas da albufeira”. Ainda assim, apelou a uma intervenção célere por parte do município.

ÁUDIO | Ricardo Antunes, vereador eleito pelo PS

“Não podia deixar de exortar, pedir uma intervenção rápida, de forma a voltar a disponibilizar o espaço, um espaço único de fruição no nosso concelho”, afirmou, defendendo que, caso não seja possível reabrir a totalidade do parque, seja pelo menos vedada a zona afetada, permitindo a utilização parcial do espaço, sobretudo agora que regressaram “alguns raios de sol” após as tempestades.

Em resposta, o presidente da Câmara, Nelson Cunha, confirmou a existência de “alguns desmoronamentos de terras”, situação que coloca em causa a segurança.

O autarca explicou que grande parte dos prejuízos reportados na sequência da intempérie se concentram na albufeira, tendo sido necessário realizar um trabalho detalhado de vistoria para reportar de forma concisa à CCDR os danos causados, incluindo o registo de evidências fotográficas.

ÁUDIO | Nelson Cunha, presidente da Câmara Municipal do Entroncamento

Nelson Cunha adiantou que os serviços municipais ainda estão a avaliar que zonas poderão ser “devolvidas ao uso público”, mas indicou que o fecho do parque não deverá prolongar-se “por muito mais” tempo.

Também o vereador eleito pelo Partido Social-Democrata, Rui Madeira, reforçou as críticas quanto ao encerramento, afirmando não compreender a razão de o parque continuar fechado. O social-democrata referiu que, durante a semana, conseguiu entrar normalmente no espaço, não tendo encontrado portas fechadas do lado da albufeira nem fitas de vedação que impedissem o acesso.

ÁUDIO | Rui Madeira, vereador eleito pelo PSD

Segundo descreveu, apenas as portas do lado da estrada para a Atalaia se encontravam fechadas, o que o levou a perceber que “havia qualquer coisa que não estava bem”. Ainda assim, garantiu que circulou no interior do parque “sem problemas” e sem sentir qualquer situação de insegurança.

No portão superior, junto à estrada da Atalaia, próximo do parque dos Escuteiros, existe um portão grande fechado e sinalizado com fita, mas, de acordo com Rui Madeira, há um carreiro lateral que permite a passagem com facilidade, o que, no seu entender, compromete a eficácia das medidas de interdição.

Perante estas declarações, o presidente da autarquia reconheceu que “as portas deveriam realmente estar fechadas” e comprometeu-se a averiguar o motivo pelo qual tal não aconteceu.

Nelson Cunha explicou que a abertura dos portões é automática e que as portas traseiras se mantiveram encerradas, garantindo que irá apurar a razão da situação verificada.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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1 Comment

  1. Quando não há retorno económico, infelizmente, parece não ser prioritário. Uma portagem a meio do parque e já estaria resolvido pela Brisa, como a A1 em Coimbra.

    Parques e jardins ‘só’ geram bem-estar e brisas frescas (sem personalidade jurídica nem cotação em bolsa) mas isso não conta para o PIB. Em Abrantes, o Jardim do Castelo mantém-se, igualmente, sinalizado com “acesso interdito”…

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