O terreno onde se perspetiva a construção do novo parque empresarial do Entroncamento situa-se no Casal Vidigal e pertence à IP Património – Administração e Gestão Imobiliária SA. O executivo municipal aprovou esta segunda-feira, dia 18, o contrato que permite a sua subconcessão de uso privado à autarquia durante 75 anos, com possibilidade de renovação por igual período.
A área com cerca 200.000 m2 integra o domínio público ferroviário e existe a possibilidade de passar para domínio municipal no futuro. O enquadramento foi feito pelo presidente Jorge Faria (PS) durante a reunião camarária, tendo acrescentado no final da mesma que o município tem vindo a trabalhar com o objetivo de construir esta nova estrutura “para a localização de empresas”.
Em declarações ao mediotejo.net acrescentou que a estratégia desenvolvida na atual zona industrial “está a produzir efeitos” nomeadamente no que respeita a “pressionar os proprietários para construírem, cederem os terrenos a terceiros ou reverte-los para a câmara”. Segundo ao autarca, uma empresa está em fase final de construção e quatro vão “apresentar os seus projetos nos próximos tempos”.
Surgiu assim a “necessidade de ampliar a área de localização empresarial” e os contactos com a IP Património – Administração e Gestão Imobiliária SA começaram a ser feitos. O acordo de princípio que existia deu agora lugar à proposta aprovada por unanimidade esta segunda-feira, que permite a subconcessão de uso privado à autarquia durante 75 anos, com possibilidade de renovação por igual período.

O investimento nas infraestruturas dos cerca de 18 lotes com áreas entre os 6.000 m2 e os 13.000 m2, como estradas e saneamento, será assumido pela autarquia, tendo Jorge Faria referido que se pretende submeter uma candidatura a fundos comunitários neste âmbito. Um “investimento inicial que, pensamos nós, vai potenciar investimentos à volta dos 45 milhões de investimento privado”, acrescentou. A IP recebe 10% das receitas obtidas.
O projeto está a ser “ultimado” e poderá surgir na Ordem de Trabalhos de uma possível reunião extraordinária do executivo municipal, em data a confirmar, no final deste mês de fevereiro. Questionado sobre os passos seguintes do processo, o autarca apontou o “conjunto de procedimentos, desde a aprovação do financiamento ou o visto do Tribunal de Contas, que poderão demorar algum tempo”.
Jorge Faria também referiu que “se as coisas correrem bem, no final deste ano poderemos ter alguma execução física das infraestruturas” do novo parque empresarial. Os interessados podem entrar em contacto com a câmara municipal a curto prazo pois é possível “começar a sinalizar a cedência de lotes às empresas”, uma vez assinado o contrato de subconcessão e o projeto concluído.
A localização privilegiada “junto ao parque de logística das Infraestruturas” e as boas acessibilidades a autoestradas são apontadas pelo presidente da câmara municipal como mais-valias, a par da “possibilidade de uma ligação ferroviária dedicada à linha do norte e à própria MSC”.
Segundo o autarca, “um dos empresários-alvo que queremos instalar serão, justamente, fornecedores ou potenciais fornecedores de material ferroviário e rodoviário”.
