A menina de três anos, resgatada pelos Bombeiros Voluntários do Entroncamento quando estava em situação de pré-afogamento na piscina de uma moradia na freguesia de Nossa Senhora de Fátima (zona norte), acabou por não resistir e morreu esta quinta feira, dia 27, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
A pequena Júlia estava de férias na moradia dos avós, juntamente com os seus pais, quando foi encontrada em paragem cardiorrespiratória no fundo da piscina.
Eram 14:51 do dia 26 quando os bombeiros do Entroncamento foram alertados para a ocorrência. Com os apoios das equipas da SIV (Viatura de Suporte Imediato de Vida) de Torres Novas e a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) do hospital de Leiria ainda foi possível reverter a paragem cardiorrespiratória em que a criança se encontrava.
Com ventilação assistida, foi transportada de ambulância para o Hospital de Santa Maria, mas nessa noite foi declarada a morte cerebral da menina.
Os pais residem na Costa da Caparica, onde deverá realizar-se o funeral neste sábado, dia 29.
Este ano tem-se registado um aumento do número de afogamentos em piscinas. Um problema que levou a GNR a realizar a campanha denominada ‘Piscina Segura’, visando a realização de “ações de sensibilização à população, em todo o território nacional”. O programa decorre até 15 de setembro, com o objetivo de reforçar a consciencialização da sociedade “para a problemática do afogamento de crianças e jovens em piscinas privadas”.
A GNR cita dados da Associação para a Promoção da Segurança Infantil que referem que “nos últimos 16 anos ocorreram 247 afogamentos com desfecho fatal em crianças e jovens” e que as “piscinas [são] os planos de água com maior registo de afogamentos (30%), seguidas das praias (25%) e dos rios/ribeiras/lagoas (24%)”.
