Cidade alemã de Friedberg. Foto: DR

A Rede de Cooperação estabelecida entre o Entroncamento e a cidade alemã de Frieberg em 2015 vai tornar-se oficial. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal esta segunda-feira, dia 21, na reunião do executivo em que o Protocolo de Geminação foi aprovado por unanimidade e Jorge Faria referiu que as duas cidades vão tornar-se “irmãs”.

Os laços entre ambas têm tido maior visibilidade nos intercâmbios escolares que este ano voltaram a levar estudantes do concelho a Friedberg, em abril, e que trazem os alunos do lado de lá até ao lado de cá da fronteira no próximo mês de outubro. O município alemão também já esteve representado nas Festas de São João e da Cidade em 2017 e terá um stand na próxima edição, que decorre entre 15 e 23 de junho.

Questionado pelo mediotejo.net sobre a importância da assinatura deste protocolo, Jorge Faria afirmou que os primeiros três anos foram de “alguma prudência” num processo “de muito interesse” para o Entroncamento e Friedberg. Segundo o presidente, a oficialização vai contribuir para que a relação que considera “ muito rica” e “profícua” se torne “mais duradoura” entre as duas cidades que se tornam “irmãs”.

Os alunos do Entroncamento em Friedberg. Foto: Corinna Weigelt

O novo passo, nas suas palavras, permitirá “manter a atividade intensa que tem havido”, como intercâmbios de estudantes e famílias, e reforçar ações associadas a outras áreas, nomeadamente na “captação de interesses” que potenciem investimentos empresariais e a realização de estágios escolares, acrescentando “penso que os amigos de Friedberg já pensam ter aqui uma casa de Freidberg no Entroncamento”.

O protocolo aprovado pelos vereadores esta segunda-feira segue agora para deliberação na próxima Assembleia Municipal, em junho. Caso seja aprovado, o ato oficial irá realizar-se em duas datas, sendo a primeira o próximo dia 15 de setembro, em Friedberg, e a segunda ainda por definir no início do próximo ano no Entroncamento.

Sónia Leitão

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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