A equipa do CLDS – 3G do Entroncamento (Contrato Local de Desenvolvimento Social de 3ª Geração) volta a promover a II Feira de Emprego e Empreendedorismo, evento que teve início na quinta-feira, dia 19, no Centro Cultural do Entroncamento. O programa de dois dias inclui apresentações de casos de sucesso, workshops, sessões de esclarecimento, demonstrações, show cookings, momentos musicais e termina esta sexta-feira.
A segunda edição da iniciativa integrada no projeto ETI – Entroncamento, Território Inclusivo teve início pela manhã, na sessão de abertura em que estiveram presentes Maria do Céu Ferreira, Paula Morais e Jorge Faria. A primeira, em representação da Associação dos Lares Ferroviários (entidade coordenadora do CLDS 3G), destacou a “aproximação das pessoas” e a “partilha de saberes e experiências” inspiradoras que diferenciam o evento.
Por seu lado, Paula Morais salientou a importância do trabalho desenvolvido no âmbito do empreendedorismo e do emprego junto da comunidade que, disse, contribui para que esta avance “com o que cada um tem de melhor”. A representante do Centro Distrital da Segurança Social de Santarém acrescentou que “aprender uns com os outros” é um vetor de crescimento “enquanto pessoas e enquanto país”.

As últimas palavras do arranque oficial da Feira de Emprego e Empreendedorismo pertenceram a Jorge Faria, presidente do município, que se dirigiu à plateia, composta sobretudo por alunos do concelho, referindo as evoluções tecnológicas a que a sua geração assistiu e deixando o conselho de que “para se ser empreendedor tem que se ser, essencialmente, persistente”.
A iniciativa continuou com a subida ao palco do músico Filipe Santos, acompanhado por Ricardo Nogueira e Gonçalo Vaz, que proporcionaram o primeiro momento de animação cultural enquanto a sétima reunião do GTA – Empreendedorismo do Médio Tejo (Grupo Técnico de Acompanhamento para a Dinamização do Ecossistema Empreendedor do Médio Tejo) decorria nos Paços do Concelho. O segundo momento será com Ricardo Costa na sexta-feira.

A música é uma novidade e partilha o espaço do Centro Cultural com as diversas entidades representadas, como a Escola Profissional Gustave Eiffel, a Startup Torres Novas, a Cakes Academia+, o Exército Português e a TagusValley, entre outras. Por ali também passam diversos oradores, como Ricardo Cunha da TCEL, Ana de Castro da Sabor Fazer, Ana Madureira da Dona Imagem e Ana Duque Pereira, para apresentar casos de sucesso e dicas para quem queira apostar na vertente empreendedora.
Para Joana Ribeiro, coordenadora técnica do CLDS 3G, o sucesso da primeira edição levou à renovação da aposta nesta iniciativa que promove o “emprego, formação e qualificação” e integra, igualmente, um espaço de recrutamento. Em declarações ao mediotejo.net, sublinhou o aumento do número de stands e o maior envolvimento dos parceiros que tornam a organização do evento mais enriquecedora.

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo é um desses parceiros, exemplifica, e contribuiu de forma dinâmica com sugestões para a realização de workshops e sessões de informação. Esta entidade é uma das que integram o programa com ações neste sentido, juntamente com o IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude, a ONGD Associação Equipa D’África ou a CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social.
Questionada sobre se a presença de organismos públicos e privados de todo o país torna a Feira de Emprego e Empreendedorismo num evento que ultrapassa os limites do concelho, Joana Ribeiro responde que “o objetivo da feira é desenvolver a nível local. No entanto, recorremos muito às entidades do distrito e também a nível nacional para trazer novidades aos nossos munícipes”, não deixando de confirmar que a iniciativa já ganhou relevância regional.
