Cidade do Entroncamento. Foto ilustrativa: DR

A Estratégia Local de Habitação do Município do Entroncamento, num investimento previsto de 12,1 milhões de euros, identificou 184 agregados familiares com carências habitacionais no concelho e prevê a intervenção em 64 habitações e a construção de 120 novas. Destas, 86 destinam-se a realojar famílias que vivem atualmente no Bairro Frederico Ulrich.

Aprovada em setembro de 2021 pelo executivo camarário, a implantação da Estratégia Local de Habitação do concelho do Entroncamento viu mais um passo ser dado com a recente homologação por parte do secretário de Estado da Administração Local e da secretária de Estado da Habitação do acordo de cooperação entre a Câmara Municipal e o IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana.

A novidade foi dada pelo presidente da autarquia entroncamentense que aproveitou para explicar mais ao pormenor em que consiste esta estratégia e que impacto terá no concelho nos próximos anos.

“Tem por objetivo assegurar o acesso à habitação digna às famílias mais vulneráveis, melhorar a atratividade global do Entroncamento”, começou por expor Jorge Faria, referindo que através da Estratégia Local de Habitação será possível aceder ao programa de apoio 1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação.

Consubstanciada num conjunto de ações, esta estratégia totaliza um investimento expectável de 12,1 milhões de euros, os quais serão repartidos entre investimento público e privado. No caso do investimento público, ou seja, o que compete ao Município levar a cabo, prevê-se a intervenção em 64 habitações para melhoria das condições de habitabilidade, bem como a construção de 120 novas habitações – a maioria das quais destinadas a “realojar 86 famílias que vivem atualmente no Bairro Frederico Ulrich”, conforme explica Jorge Faria.

As restantes 34 destinar-se-ão a alojamento de novas famílias que já vivam na cidade mas sem condições dignas. Já no caso do investimento privado, haverá margem para apoio a 36 famílias com habitação própria para aí realizarem intervenções de melhoria de condições de habitação, através do programa 1.º Direito.

“É uma oportunidade que a Câmara Municipal, que a cidade tem para renovar o seu parque habitacional. Grande parte do investimento trata-se de construção de novas habitações mas destinadas ao realojamento de famílias que já estão alojadas”, sublinha o presidente da autarquia entroncamentense, que assume que este programa poderá alcançar taxas de financiamento “muito positivas” em termos do Plano de Recuperação e Resiliência: acima de 90%, a fundo perdido.

Para tal financiamento ser concretizado, todos os projetos terão de estar concluídos e executados física e financeiramente até ao primeiro trimestre de 2026. “O acesso do apoio à habitação do programa 1.º Direito faz-se através do IHRU. No entanto, o facto de termos a ELH aprovada vai-nos permitir desenvolver projetos para aceder ao PRR. A aprovação da ELH permite-nos estas hipóteses”, disse ainda o edil.

Ana Rita Cristóvão

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

Entre na conversa

1 Comentário

  1. Realojar as 86 famílias ciganas com casas novas e remodelar as casas onde eles habitam para virem mais familiares para cá.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *