Festival Vapor regressa ao Entroncamento de 12 a 14 de setembro. Foto: FV

A propósito da realização da 4ª edição do Festival Vapor, que decorreu de 27 a 29 de setembro, um grupo de artesãs do Entroncamento dirigiu uma “carta aberta” à população e ao município, denunciando uma situação que consideraram discriminatória, de “exclusão” da sua participação.

“A exclusão dos artesãos do Entroncamento é uma afronta não apenas ao nosso trabalho, mas também à nossa dignidade. É inaceitável que, num festival promovido pelo município, nenhum de nós tenha tido a oportunidade de expor as nossas criações. (…) Ao longo do processo de inscrição, não foram apresentados critérios de seleção [mas], quando questionados sobre a seleção (após a rejeição), a única resposta recebida foi que esta se baseou na ‘qualidade das peças’ e na ‘preocupação de conseguir uma mostra representativa e diversificada’. Esta justificativa é não só humilhante, mas também profundamente desrespeitosa. Como podem avaliar a qualidade do nosso trabalho sem sequer nos dar a oportunidade de mostrar o que fazemos? A nossa dedicação e esforço são postos em causa de forma leviana e desconsiderada.”

Em resposta, o município esclarece:

“O Festival Vapor, nesta edição de 2024, superou as expectativas em termos de Inscrições para a Feira de Crafts e nesse sentido, foi necessário selecionar os participantes. Os inscritos receberam email a informar que a sua inscrição não tinha sido contemplada. Posteriormente a artesã Cesarina Conceição, uma das subscritoras da carta aberta, questionou a organização sobre os critérios de seleção, tendo sido enviada resposta no dia 13 de setembro de 2024. Esclarecemos ainda que não há subjetividade na identificação dos artesãos participantes. O Festival Vapor, não se trata de uma feira de artesanato, mas de uma mostra (limitada no espaço e no tempo) que está integrada num Festival, que tem uma determinada estética e linguagem própria do movimento Steampunk, logo há um primeiro critério enquadrador: a coerência com a estética do evento. Afirmamos ainda que o concelho esteve representado por artesãs cujos trabalhos integram esta específica linguagem.”

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